Vadia, puta, vagabunda e rodada.

Esses dias fiquei pensando na coleção de estereótipos femininos dos quais já fui vítima durante a vida. Passei pela sapatão desengonçada (apelidada de “jamanta”), pela CDF frígida, pela maria-moleque, pela gorda mal-amada, tudo isso até a oitava série mais ou menos – inclusive, vou precisar de um post só pra contar essas histórias decadentes da minha infância e pré-adolescência, mas fica pra uma outra hora. A partir do colegial as coisas começaram a mudar um pouco, chegando ao status de “roqueira rebelde”, “nóia”, basicamente a revoltada clássica, com sérias tendências bully (revanchismo).

Mas, nenhum estereótipo pode ser tão feroz quanto aquele que mais tarde eu conheci: “puta”. Nas suas variações, “vagabunda” , “vadia”, “biscate”, e claro… “rodada”. Não é novidade que as mulheres só tem duas opções dentro do patriarcado, Santa ou Puta, Maria ou Eva, boa esposa/mãe/namorada ou vagabunda marginal. As pessoas não conseguem enxergar as mulheres como pessoas plurais, autênticas e autônomas, elas precisam ter seu comportamento enquadrado nessas categorias, e existe uma vigilância especial no campo da sexualidade e do corpo. Com quantos seres você transou, quantas vezes e como o fez parece constituir a identidade da mulher, e determinar o nível de respeito com que será tratada.

Quanto mais sexo, pior a mulher é. É, exatamente, mais experiência sexual = menos dignidade. Fórmula bem pensada essa, hein? Pois é, todo mundo engoliu essa lorota e segue com fidelidade. A fonte desse pensamento é bem clara, desde a origem do patriarcado o homem busca desesperadamente controlar a sexualidade da mulher, para que ela se mantenha fiel ao seu papel de esposa e mãe dedicada, e também conceda exclusividade sexual ao homem que afirma sua autoridade sobre ela. Os homens sempre se reservaram ao direito de ter quantas parceiras desejassem, mas exigiam que sua dóceis mulheres fossem virgens, para servi-los com total obediência.

Muitos ainda usam do discurso biológico para justificar tal postura, mas a pílula anticoncepcional e outros métodos de contracepção provaram que a mulher também sente desejo sexual, e que o sexo não é mais escravo da reprodução. Hoje muitas mulheres buscam autonomia sexual e escolhem livremente seus parceiros, mas ainda pagam o preço da desigualdade. Aquela velha história do homem garanhão x mulher galinha, que concede honrarias aos homens de vida sexual ativa e cospe nas mulheres que ousam ter a mesma liberdade. Puro preconceito e misoginia.

Foi dado aos homens o direito inalienável de conhecer e explorar a própria sexualidade, o que sem dúvida contribui para a fama de “insaciáveis”. Quanto mais se conhece o próprio corpo e os desejos, maior a chance de vivenciar o sexo com novas pessoas, e maior a satisfação. Infelizmente, ainda hoje esse direito é negado às mulheres desde muito pequenas, sempre condicionadas a esconder e reprimir os impulsos sexuais caso queiram o “respeito” dos homens. Essa é uma das razões pelas quais a mulher leva mais tempo para ter consciência do próprio corpo, para atingir o orgasmo e expor seus desejos na cama.

Enfim, eu acreditei em tudo isso quando era mais jovem. Esse discurso foi martelado na minha cabeça incessantemente. “Menina, não faz besteira”, “Mulher tem que se dar ao respeito”, “Você foi pra cama com ele? Que absurdo!”, “Você não presta”, “Só pode com o namorado, e depois do casamento”, “Você vai entregar seu maior tesouro (virgindade) pra qualquer um?”.

A minha família, apesar de não ser das piores, sustentou com louvor todos esses mitos. Mas, na época, eu me sentia diferente das outras meninas que simplesmente levantavam aquela bandeira da pureza – falsa pureza, é claro. Eu via minhas amigas escondendo a sete chaves tudo o que faziam, vivendo praticamente uma vida dupla, engavetando a noite passada e vendendo a imagem santificada durante o dia. Eu já tinha dentro de mim uma necessidade de subverter tudo, questionar tudo, e um dos meus primeiros “foda-se” adolescentes foi admitir que eu tinha tesão. Como sempre, eu não queria viver uma mentira.

Não que eu fizesse sexo loucamente, estava longe disso, aliás, meu conhecimento sobre o meu corpo era tão raso que eu não tinha muito o que aproveitar das minhas relações sexuais. Basta uma garota fazer sexo com dois caras e eles se conhecerem pra surgir o boato de que “dá pra qualquer um”.

Em primeiro lugar, eu nunca “dei” nada, ninguém ficou com um pedaço meu, ninguém me tirou algo valioso e eu não tive que “ceder” aos apelos do parceiro.Ah, minha buceta continua aqui, obrigada. Eu fiz…porque é legal fazer. Ohhhh. Eu QUERIA, sabe? Oi? Tenho vontade, voz, libido, autonomia, direito, ok? Em segundo lugar, “qualquer um” somos todos. Coincidentemente, a maioria dos seres humanos não se conhece, então somos sempre “qualquer um” antes de mais nada. Depois de conhecer um ser humano, o mínimo necessário, ele deixa de ser “qualquer um” e se torna “um”, mais um deles, porém com suas próprias características e particularidades. Assim, a partir do momento que eu escolhi uma pessoa e me senti sexualmente atraída por ela, deixa de ser “qualquer um”. É a MINHA escolha, meu “um”, entendido? E assim por diante, quantos “uns” eu desejar e que correspondam. Logo, não existe isso de “dar pra qualquer um”, todos foram escolhas legítimas, cujos critérios só dizem respeito a mim. Se eu quiser me relacionar mais vezes ou construir um relacionamento mais sério, a escolha também é toda minha.

É muito comum um machinho deduzir que você vai “dar” (termo mais zé punheta do mundo) pra ele caso tenha “dado” para um número x de caras que ele conheça. Mesmo que ele não seja nem um pouco interessante, ou você não tenha dado nenhum sinal de aprovação. A mensagem que colocaram na cabeça é: “mulheres estão sempre disponíveis”, e se a mulher em questão dá indícios de que é sexualmente ativa, aí fica mais vulnerável ainda. Eles simplesmente não conseguem enxergar uma mulher como um ser humano pensante, que toma suas próprias decisões, é sempre uma menininha inconsequente, perdida, transando com os outros por pura ingenuidade, ou uma putona auto-destrutiva transando por profunda devassidão. Mas que merda! Não se pode simplesmente fazer sexo por vontade e conscientemente sendo mulher? Não tentem excluir metade da humanidade de uma vivência sexual saudável, não cola mais, meus queridos.

Uma lembrança muito vívida me inspirou para escrever esse post. Na minha saudosa adolescência, eu não sabia dos meus direitos, da minha capacidade, não reconhecia minha identidade como mulher. Fui educada pra ter uma auto-estima ridícula, pra obedecer as normas vigentes e me conformar com tudo, como a maioria esmagadora das mulheres. E mesmo assim, resolvi desafiar a ordem das falsas meninas virginais, buscando sexo com quem eu bem entendesse.

Foram inúmeras ofensas, e, repito, não porque eu realmente fizesse sexo com muita gente (deveria!), mas porque eu ASSUMIA gostar de sexo e REIVINDICAVA fazê-lo com quem quisesse. Talvez eu tenha feito muito menos sexo que outras amigas minhas, a diferença é que eu não admitia me esconder pra agradar os outros. Eu procurava ignorar a opinião dos menos conhecidos e até tinha sucesso, mas o que mais machucava era escutar o mesmo discurso de amig@s próxim@s e pessoas queridas no geral. Mas acho que o pior de tudo mesmo era que, em plena época de ansiedade por um “grande amor”, quando eu ainda acreditava no mito do cara super incrível que ia me completar, percebi que muitos não queriam me “levar a sério” por causa da minha postura.Hoje eu saberia que não passavam de um bando de babacas estilo “8ªB”, que tratavam todas as mulheres como se fossem lixo, até aquelas que se enquadravam na lógica machista deles. Tentar se adequar ao padrão desses homens que odiavam mulheres era a tarefa das minhas amigas, e vi o sofrimento delas de perto.

Mesmo assim, sofri muito. Não entendia porque as pessoas agiam daquela maneira, mas ainda demorei pra desvendar as hierarquias do macho e os papéis estúpidos que reservavam às mulheres. Queria ser livre, mas os outros exigiam que eu me reprimisse em troca da liberdade. Chorei noites a fio, acreditando que nunca um homem ia querer ficar comigo, que eu teria que me adaptar um dia, cheguei a acreditar que uma mulher era “suja” por sentir tesão. As pessoas que me amavam me diziam que eu tinha que mudar, que tinha que “aceitar o mundo como ele é”, que os homens sempre pegariam todo mundo e as mulheres apenas resistiriam a eles o quanto pudessem. Logo eu, que gostava de abordar meus potenciais parceir@s, que me sentia livre leve e solta, que aproveitava todos os momentos e nunca deixei de respeitar alguém que estivesse comigo, mesmo que por uma hora apenas. Pelo contrário, sempre tive consideração por quem fiquei, e sempre esperei o mesmo – doce ilusão.

Outro termo que marcou bastante, e que hoje me fez refletir, foi o “rodada”. Os caras falavam em “rodar a banca”, “passar na mão de todos” (detalhe, considerando a mesma regrinha de ficar com dois que se conhecem). Fiquei construindo uma imagem para esse termo na minha cabeça, e seria mais ou menos assim: Vários homens em um círculo, jogando uma garota meio amolecida, meio apática de um para o outro, como se fosse um joguinho, passando-a pela “mão” de todos. Essa garota, claro, é um ser totalmente inanimado, sem voz, sem presença, apenas satisfazendo os homens que por alguma razão fazem parte do mesmo círculo de machinhos.

É exatamente como um “estupro grupal”, é o gang bang da vida real, classificar mulheres como “rodadas” para que se sintam violadas em suas vidas, vetadas do desejo sexual. GENTE, isso não existe! Mulher tem desejo, tem pele, tem escolha! Mulher NÃO É OBJETO, É SUJEITO DA RELAÇÃO. Objetos não sentem, não falam, não decidem nada, sujeitos agem, reagem e se fazem perceber! Got it? Nenhum homem tem o direito de submeter uma mulher ao rótulo de um objeto inerte, que apenas foi utilizado por outros homens. A mulher também sente PRAZER na relação, como pontuei no outro post, e sua moral não é arrancada durante um ato sexual.Não podemos nos render a esse discurso que invisibiliza nossa condição HUMANA, temos que nos afirmar enquanto sujeitos autônomos e capazes de tomar decisões!

Enquanto as mulheres forem condenadas a meras presas sexuais, não teremos qualquer sombra de igualdade. Enquanto o sexo for usado como ferramenta de poder, coerção, humilhação, seremos todas prisioneiras dessa lógica. Imagine se você, homem, sofresse uma série de retaliações apenas por fazer sexo com as pessoas que deseja? Você se conformaria com isso?

É muito fácil para os homens, que são tão, mas TÃO desenvoltos sexualmente que chegam ao extremo de COLECIONAR “presas” femininas. É com tremenda ojeriza que ainda escuto os machos se vangloriando da quantidade de mulheres com quem fizeram sexo, como se cada uma delas fosse uma conquista, uma árdua batalha para…ter uma relação de prazer mútuo. Claro, é tido como um enorme esforço para um homem convencer uma mulher, já atraída por ele, a simplesmente transar. Mulheres não apreciam o sexo, elas apenas perdem a batalha do acasalamento e se sentem obrigadas a baixar a guarda para o macho reprodutor neandertal. Deprimente. Para o horror dos machistas, mulheres sentem prazer sim,  podem fazer sexo com várias pessoas sim, e nem por isso precisam demonstrar superioridade diante d@s parceir@s – ninguém perde nada no sexo.

Na época, quando comecei um relacionamento sério, lembro de ter considerado o meu parceiro um verdadeiro “salvador” por ter me aceitado do “jeito que eu era”. Realmente, ele era uma ótima pessoa, que em nenhum momento se incomodou com a suposta “fama” que alguns me atribuíram, mas nem de longe a atitude dele era caridosa como eu imaginava. Acabaram acontecendo vários episódios no meu relacionamento em que eu cedi e me calei por acreditar que ele merecia mundos e fundos, eu praticamente me arrastava aos pés dele porque “ninguém mais me aceitaria” como ele me aceitou. Basicamente, minha auto-estima estava em migalhas, tudo por culpa de uns poucos imbecis que tentaram me reduzir a um pedaço de bosta. Por sorte, tive a chance de superar tudo isso com o tempo – mas muitas mulheres continuam imersas nessa lógica.

Se eu pudesse voltar atrás e fazer algo diferente, com certeza não teria me envolvido com metade das pessoas daquela época. Hoje, é claro, sou muito mais segura e ciente da minha posição de sujeito na humanidade, e saberia reconhecer de longe uma pessoa com más intenções. Mas, é sempre bom lembrar que existem ótimos atores por aí, e mesmo que alguém tente um dia me rotular como puta ou qualquer coisa do tipo, estarei totalmente consciente dos meus direitos e sairei ilesa da situação. Aliás, quanto mais conscientes as pessoas ao redor, maior a tendência de que o espertinho seja considerado um idiota. Qualquer amig@ que convivo atualmente massacraria um homem que tentasse enquadrar uma mulher como vadia por causa da sua sexualidade – os belos frutos do livre pensamento!

Toda mulher, alguma vez na vida, já foi chamada de puta. E a prostituta em si é a figura mais marginalizada da sociedade. Somos todas putas, vagabundas, vadias, biscates, galinhas, fáceis e rodadas em algum momento, por um segundo. Ofender uma mulher é sinônimo de ofender sua sexualidade, é tocar naquilo que nos atribuíram como fraqueza: a nossa libido. Mas, ao contrário do que tentam nos convencer, nossa sexualidade é força, é ousadia, é empoderamento. Somos repletas de desejos, e somos donas de cada um deles.

O que eu quero? Um mundo dominado por pessoas que respeitam a vida d@ outr@ independente do gênero e das escolhas sexuais. Eu e outras tantas mulheres teriamos sido poupadas de tanto sofrimento, angústia e desespero, apenas por não se enquadrar em um sistema que na verdade é uma grande masmorra. Querem tomar nosso sexo e nossas vidas, transformar-nos em objetos manipuláveis, descartáveis, a não ser que aceitemos suas condições alienantes.

A boa notícia é que não precisamos mais deles. Aqueles que nos julgam, que enchem a boca para dizer “puta”, que nos reduzem a utilitários da satisfação alheia, que tentam nos desanimar, eles não são mais ninguém. Na minha vida eles são manchas de um passado sombrio, e todos os que repetem seus discursos são imediatamente recusados. Eu aprendi que ser mulher é defender os próprios direitos o tempo inteiro, é praticamente brigar pela própria humanidade. E como diz a frase que coloquei no meu Facebook esses dias:

“Qualquer um que queira me comandar
Estado, Igreja, Família ou “Parceiro”
Será o tirano e meu inimigo!”

Post escrito ao som de Detestation ❤

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  1. #1 por Gabriela em 10/03/2011 - 23:17

    Normalmente eu leio seus posts e não comento, normalmente por ter opinião parecida ou na maioria das vezes por falta de tempo (tcc vc sabe bem o que estou falando), mas deixar de ler isso é impossível.
    Mais uma vez to boquiaberta com mais um texto, com mais uma reflexão de que mesmo aqui no interior bem longe do seu cotidiano passamos por situações bem parecidas, não em todas, mas algumas sim.
    O exemplo mais ridiculo é ser tachada de sapatão pq não fala gritando com voz fininha com as amigas e pq prefiro a cerveja do que um destilado em copo enfeitado.
    Gostaria de parabenizar mais uma vez pelo blog..e depois desse tcc prometo comentar algo mais detalhado sobre os assuntos que virão.
    Bejos.

    • #2 por cely em 11/03/2011 - 14:42

      Sei sim, gatz, TCC é uma droga mesmo! Também sou do time da cerveja hahaha

      Obrigada mesmo pelas suas palavras queridas, e pela divulgação =]

      Beijos!

  2. #3 por Jo em 10/03/2011 - 23:26

    Genial Cely!! incrível que mta das suas palavras permeiam a minha mente e me inspiram a refletir e apoiar mais sobre esses assuntos. Apoio tbm tod@s as vozes para tornar visível esses fatos….fatos que são invisibilizados cruelmente por uma horda machista que “imagina” dominar o mundo.

    • #4 por cely em 11/03/2011 - 14:43

      Obrigada Jo! Continue comentando, adoro ❤

      Bjs

  3. #5 por Larissa em 10/03/2011 - 23:35

    Pior, qndo eu era mais nova (sou piveta, logo faz pouco tempo), eu sempre me pegava aceitando ou até reproduzindo esse discurso, mesmo q em outras situações discursasse contra…acho que é uma luta constante pra vc se auto-avaliar e ver o que vc faz/fala q contribui pra construção dessa imagem das mulheres como objetos.

    • #6 por cely em 11/03/2011 - 14:45

      A gente se sente muito pressionada pra promover esse discurso, né? Gera muita aceitação dos caras… eles querem que sejamos agentes disso em favor deles também. Concordo que é preciso ter auto-crítica sempre sempre, ainda quero me livrar de vários vícios de linguagem machista, por exemplo.

      Bjinhos!

  4. #7 por Xi Drinx em 11/03/2011 - 1:19

    Simplesmente feminista, perfeito.
    Nem tem mais oq se dizer

    • #8 por cely em 11/03/2011 - 14:45

      Simplesmente um comentário muito bom! Hahaha, feminista, sempre!

      Obrigada, Bjs

  5. #9 por Escarlate em 11/03/2011 - 2:09

    Nossa, eu fiquei chocada. Eu já tinha lido seus posts antes e você escreve tão bem, que eu sempre fico entorpecida com os seus argumentos. Seu blog é de utilidade pública, sempre abordando assuntos tão importantes de uma maneira natural e interessante. Obrigado por ser água fresca num imenso deserto de hipocrisia.
    Sobre o post, está irretocável. Já sofri muito com essas taxações, ainda mais quando fui cristã e minha sexualidade era “suja e pecaminosa”. Tenho 18 anos, estou aprendendo e me revoltando com tanta violência contra a mulher. Porque isso tudo é violência, é agressão, apenas porque somos “as malditas descendentes de Eva”, sim, porque eu tenho uma vagina. Pois é, e eu adoro. E como você mesmo disse, eu não dou nada pra ninguém, apenas compartilho boas experiências.
    Ah, e você é muito linda. :*
    Obrigado por existir!

    • #10 por cely em 11/03/2011 - 14:47

      Adorei! Utilidade pública, é o que eu mais quero promover =] Que bom que você se identificou!

      E obrigada pelo elogio hahaha, são fotos dos meus 15 anos!

      Beijos, flor

  6. #11 por Camille em 11/03/2011 - 13:07

    Post genial. Muito bem escrito e sincero. Mulheres pensam, escolhem e se escolheram transar com um ou com vinte ninguém tem nada que meter o bedelho e taxar de qualquer coisa.

    • #12 por cely em 11/03/2011 - 14:47

      Fuck yea! Exatamente, Camille.

      Bjs =*

  7. #13 por Paula em 11/03/2011 - 13:17

    Ótimo post! Vc conseguiu descrever o q td mulher passou em algum momento na vida e muitas não tiveram essa percepção. Felizmente estamos pouco a pouco despertando e mostrando a sociedade q não somos melhores nem piores, apenas seres humanos como qualquer outro.

    • #14 por cely em 11/03/2011 - 14:47

      Vamos despertar geral! Quero ver as mulheres donas de si e cheias de garra =]

      Bjs!

  8. #15 por raphaelkoizo em 11/03/2011 - 13:32

    Seu post demonstra muita coragem e a mulher que você é. Não sou nem nunca fui machista, amo e respeito muito minha esposa e minha filhinha querida. Justamente por esses motivos é que concordo, em uma parcela grande, com os suas aflições. Parte dessa revolta, vai acabar cessando com o tempo e experiência de vida. Don’t worry!!!!

    Uma coisa que notei é não temos que nos importar realmente com o que os outros pensam da gente, desde que, nos sintamos confortáveis com nossas decisões.

    Não acho que você é nenhum desses esteriótipos que citou, mas apenas uma mulher querendo entender e lutar por seus direitos.

    Eu também fiz um post a algum tempo expondo minha visão sobre o homem moderno. Espero que leia e também de sua opnião.

    Parabéns pelo blog!

    • #16 por cely em 11/03/2011 - 14:48

      Oi Raphael, obrigada pelo seu comentário lúcido e por partilhar um pouquinho da sua vida aqui.

      Com certeza lerei seu post!

      Beijos

    • #17 por cely em 11/03/2011 - 15:04

      Só uma coisa, não achei o link do seu blog no Gravatar, pode passar?

  9. #19 por Raissa Azevedo em 11/03/2011 - 14:08

    Adorei, e concordo com cada palavra sua. Meus parabéns deveria ter + mulheres assim no mundo. Mas graças a deus você esta aqui pra escrever isso, e mostra que todas nós somos DONA DE NOSSA VIDA, e não devemos nada a ninguém que venha tentar nos intimidar ou pior humilhar com palavras das quais só ira nos afetar se deixarmos.

    Novamente Parabéns.

    • #20 por cely em 11/03/2011 - 14:49

      Obrigada Raíssa! Quero despertar esse sentimento em todas as mulheres, de que somos donas das nossas vidas, para que tomemos de volta nossos direitos!

      Beijos

  10. #21 por Rita em 11/03/2011 - 21:09

    Uau, Cely, que delícia de leitura. Parabéns pela lucidez. Um brinde!

    Rita

  11. #22 por Tácio Mendes em 11/03/2011 - 21:50

    Sempre aplaudo de pé quando encontro uma mulher que tem algo dentro da cabeça. Fico extremamente feliz de saber que elas existem! Muitas provavelmente não percebem, mas existem muitos homens que não se enquadram nesse pefil machista, que acabam virando homo porque também não se conformam muitas vezes com o “machismo das mulheres” também. Muitas mulheres pensam que estão sendo certas agindo exatamente como esses homens, totalmente machistas, tratando injustamente bons homens que acreditam no amor.

    Fiquei seu fã.

    []s

  12. #23 por Ariane em 11/03/2011 - 22:30

    Somos classificadas, rotuladas e reduzidas segundo os achismos alheios. Estereotipar é tarefa fácil, exercício para os acéfalos.
    Ótimo texto, tomei conhecimento pelo blog feministas, por identidade e busca por estar mais envolvida com o tema. Assim como você, carrego as mesmas agonias e anseios.

  13. #24 por hal2112 em 11/03/2011 - 23:53

    Bem legal o que você escreveu. Se procurasse, não encontraria razões para discordar.
    Os legados machistas, resquícios de séculos de valores duvidosos, formaram esses ‘tentáculos invisíveis’ que abraçam e turvam nossos paradigmas. Eles são bem flagrantes para quem quiser enxergar.

    Entretanto, quero falar de outro ponto que me chamou atenção: A quantidade de justificativas que você vai tecendo no seu post (que é relativamente longo) me deixou em dúvida. Pelo número de explicações que você dá (termo ‘zé punheta’), a impressão é que você repete seus ideais como um mantra, uma oração, para que você realmente acredite neles, contextualize e racionalize seus atos, e se sinta mais confortável. No caminho, se mais pessoas concordarem com você, aceitarem e praticarem o seu modo de vida, melhor. Parece uma busca para além da expressão… Algo que se aproxima da busca por aceitação e revalidação. – Não vi seus outros posts, mas talvez este seja um tema recorrente –
    Isso não é uma critica, longe disso. Não me entenda mal. Só acho que você realmente sofreu (sofrimento que você não nega) com estes rótulos e eles deixaram estigmas na sua personalidade (alma, ou qualquer outro termo que você preferir). Então que fica a pergunta: você superou seus traumas e domou seus monstros? Você é segura como a imagem que você procura passar?

    Um abraço.

    [Vou ler mais do seu blog. Gostei de verdade]

  14. #25 por Érika em 12/03/2011 - 0:32

    Chega a ser ridículo que a maioria das pessoas defenda que homens e mulheres já têm igualdade, ou que não há preconceito contra a mulher, e em suas cabeças até acham que cada um é dono de sua vida… mas que isso tem certos limites. Que são definidos por estereótipos centenários que se disfarçam na biologia de que os homens supostamente querem espalhar genes por aí, podem engravidar várias ao mesmo tempo, têm mais hormônios e seus desejos são melhor justificáveis, enquanto nós devemos ter mesmo um papel mais recolhido, já que somos mais fracas fisicamente, parimos, amamentamos, não temos tanta necessidade de sexo… e a psicologia também nos lembra de que o homem tem pênis, enquanto a mulher não tem pênis. E o falo é o próprio poder sexual. Quando homens e mulheres vão finalmente enxergar a verdade óbvia de que homens têm pênis e mulheres têm vaginas e clitóris? Muito bom seu texto.

  15. #26 por Betânia Torres em 12/03/2011 - 1:12

    Adorei o seu texto. E o meu comentário é quase um desabafo. Durante muito tempo não tive consciência do meu corpo. No início da adolescência meus namorados me perguntavam o que eu sentia quando me beijavam, não sabia o que lhes responder. Se era bonita ou feia, não sei direito. Dizem que eu era bonita e tinha um corpo bonito também. Só tive consciência do meu desejo quando ia completar 20 anos. E nos anos seguintes, ainda não me dava conta do corpo que tinha, embora tenha tido diversos namorados. Perto dos 30 anos fiquei mais consciente ainda assim, no sexo, o prazer do homem era mais forte. Masturbação vim saber aos 26 anos, quando falei para as minhas irmãs, que eram mais velhas que eu, foi um desgaste geral. Saber mais do meu corpo e dos meus desejos, foi algo que me aconteceu no processo de maturidade, depois dos 30 anos. Escutei muito, durante muitos anos, das minhas amigas e dos outros, que os homens não gostavam de mulher-galinha e eu era assim, me atirava, buscava, dizia que queria, uma caçadora, uma Artêmis. Foi tudo muito difícil e está sendo hoje, perto dos 50 anos viver a minha sexualidade de maneira livre, mesmo não sendo e nem nunca tendo sido uma mulher casada. Um abraço, me tornei leitora dos seus posts.

  16. #27 por Camila C em 12/03/2011 - 3:59

    Who the hell is Cely? Alguém de postura firme. Uma mulher que me deu até orgulho de ser, também, mulher. Acho que alguém já disse antes, algum escritor, provavelmente, que os melhores textos são aqueles que após lidos, te fazem fechar o livro – ou computador, no caso – e escrever outro, porque bons textos inspiram. O seu provocou, em mim, exatamente isso. Uma vontade absurda de dizer: ei, eu faço com a minha vida, com o meu corpo, o que eu quiser.

    Você é linda.

    Um beijão!

  17. #28 por Luana em 12/03/2011 - 10:44

    ADOREYYYY ESSE POST!

  18. #29 por mariane em 12/03/2011 - 11:52

    Adorei cada palavra do seu texto.
    Já permiti que estado , igreja , familía , namorados , marido , filhos e amigos me comandassem! Hoje não mais!
    Blogs como o seu tem me encorajado a me posicionar como feminista , sem medo e sem vergonha.Grande beijo! Parabéns

  19. #30 por Melissa em 12/03/2011 - 13:11

    Ow, isso é ridículo. Eu sempre fui do pensamento de que sexo é uma coisa séria (para mulheres E homens igualmente). É um momento de extrema intimidade entre duas pessoas que não deve ser feito por motivos levianos do tipo “não tenho nada pra fazer” ou “tô de porre” ou simplesmente “ah, vai lá”. No entanto, não compro mesmo essa questão da virgindade e sexualidade da mulher que tem que ficar “guardada”. Merda. E como você disse, é uma imposição da família, da sociedade, e eu já acreditei sim nessa coisa de “é o seu tesouro”. Mulheres têm o direito de escolher e como eu disse antes, é uma escolha séria. Só porque você escolhe você é puta? Que ridículo! Affe

    Além disso, a sexualidade masculina em geral é completamente distorcida, feita a base de pornografia praticamente injetada no cara desde criança. É uma sexualidade abusiva, baseada na objetificação e na humilhação. E isso é que é sexo? Pelo amor!!!!

    Parabéns pelo post.

  20. #31 por Elisabete Alves em 12/03/2011 - 14:05

    Não conhecia seu blog. Mas uma amiga postou no Facebook dela este excelente artigo. Então, quis deixar meu comentário para você e amig@s. Este texto é uma pancada nos preconceituosos! E não incluo apenas os homens. Pior, para mim, é ver uma maioria de mulheres machistas. E condicionadas! No dia a dia, vemos que basta uma mulher ser bontia e ter sex appeal para ser rotulada com todos esses adjetivos que você cita. O meu conceito é: quem rotula é aquele(a) que fica com muito tesão, ou muita inveja. Na maioria das vezes, é quem se vê rejeitado(a). Ai vem a vontade de destruir. Tem um ditado assim: “Tenho que mostrar que aquele é ruim, para ‘parecer’ que posso ser melhor”. Cascata! Valeu, Cely! Força, sempre! Bete

  21. #32 por Vicky em 13/03/2011 - 0:08

    É por essas e por outras, q eu me sinto elogiada qdo um machistinha qualquer me chama de “puta”. Pois se p/ eles ser puta é ter personalidade e opnião próprias e ser dona de suas escolhas e, sobretudo, de si mesma, então esse pra mim é o maior elogio q eu poderia arrancar de um ser como esse…rs.

    Fantástica, Cely! Como sempre!

    Abraço querida!

  22. #33 por Nem tão óbvio assim... em 13/03/2011 - 3:43

    Post fantástico! Parabéns pelos argumentos e principalmente: pela superação que você teve!
    Abraço 🙂

  23. #34 por Adiliaa em 13/03/2011 - 10:26

    Oi Celly
    Mais uma vez um texto autentico que nos remete para a profunda hipocrisia da sociedade em que vivemos. A chamada «promiscuidade» , conceito que pelos vistos só é aplicado às mulheres, devia servir para a mulher explorar a sua sexualidade e construir-se como sujeito sexual, mas dada a reacção da sociedade e mesmo dos parceiros sexuais a esse comportamento acaba por ser de tal modo penalizada que fica tudo mais dificil. Até a própria terminologia que temos de usar para a construir está eivada de sexismo, vide o famoso: «se a mulher quer dar», mas eu pergunto dar o quê, a mulher como o homem, no sexo quer tomar, quer ser activa, precisa perceber como goza, precisa de autonomia, e se tem o homem a comandar a orquestra , normalmente não sente prazer, e muito menos experimenta orgasmo.
    Isto os homens precisariam de entender, mas aí entra a pornografia que lhes ensina o contrário , quando vêem mulheres a «mostrarem» prazer na submissão, orgasmicas atraves da simples penetração vaginal, anal ou mesmo oral – mas que merda de fingimentos. Eu pergunto-me se alguma vez uma mulher consegue real prazer nestas cenas sexuais e pela minha experiência, pelo relato da experiência de outras mulheres, pela leitura de textos que se debruçam sobre o assunto, respondo negativamente. Por outro lado, há uma sobrevalorização da vagina que seria equivalente ao penis e que no seu texto ainda assim aparece, mas a vagina não é o equivalente ao penis, o citoris que tem ramificações nervosas no interior da vagina é, e é este que directa ou indirectamente precisa de ser estimulado para a mulher experimentar orgasmo. Seria bom que isto fosse percebido, mas como abala profundamente os mitos culturais estabelecidos, não o é.
    abraço, adília

  24. #36 por Ághata em 13/03/2011 - 11:56

    Oi, Cely!!! O texto é excelente!!! E as fotos e imagens que você usou são lindas e bem pertinentes! Gostei muito!!

  25. #37 por Adrina em 13/03/2011 - 18:16

    Eu tenho 31 anos e passei a infância e a adolescência tentando me justificar que eu não era “sapatão”, isso porque eu era grandona, desajeitada e tímida. Depois, no início da vida adulta, tive que que justificar porque eu não tinha namorado, simplesmente porque não queria me relacionar com nenhum dos bocós que eu conhecia. Conheci, namorei e me casei com um cara muito bacana, e agora tenho que justificar porque não tenho filhos.
    Acho que você conseguiu sintetizar o que eu penso há anos: porque nós sempre temos que nos adequar ao pensamento dos outros, hein?
    Beijo enorme, garota.

  26. #38 por Raul Guilherme em 13/03/2011 - 19:15

    É lamentável que essa postura criticada no texto seja encontrada em muitas mulheres. Não raro, mulheres respeitadas enquanto indivíduos, sujeitos de uma relação de prazer mútuo, se sentem mal e mesmo ofendidas por não serem “propriedade” do parceiro, tamanha a impregnação dessa postura na memória coletiva da sociedade.

  27. #39 por Mari em 13/03/2011 - 19:34

    Amo vc!! hahaha
    Tá na hora dos homens se modernizarem!
    Claro q não são todos completos imbecis, mas ainda falta consciência…

  28. #40 por Amanda em 13/03/2011 - 23:15

    Cely,
    Parabéns pelo texto, está irretocável. Cheguei aqui via twitter e o que me chamou a atenção é que você praticamente complementa um texto que escrevi recentemente em meu blog sobre as piadas machistas que desrespeitam as mulheres e lancei uma campanha contra o “Macho Moderno Engraçaralho”. Porque o mais grave dessa história toda que você contou de humilhações é que o desrespeito se propaga sob a linguagem inocente de “piada”. Ao se travestir de “bom humor”, as nossas críticas são tachadas como censura ou como de pessoas mal humoradas ou mal amadas. A MTV tá hospedando um site com essa linha de “sou machista com orgulho e faço piadas com mulheres mesmo” e que me deixou bem revoltada. Principalmente porque existe gente ganhando dinheiro em cima do desrespeito à mulher. Entra la no meu blog depois, se você achar interessante. Vou postar seu link la no meu post como forma de atualização. Abraços

  29. #41 por Sirlene em 15/03/2011 - 22:37

    Não te conheço, mas parabéns pelo post! Tá foda!

  30. #42 por Olívia em 18/03/2011 - 17:48

    adoro seus posts, chega mostrei seu blog pra a minha professora de sociologia, ela vai colocar o link no blog dela prxs alunxs verem!
    realmente sexo é uma coisa muito difícil de se tratar com mulheres, pra ver só, os guris já fuçam pornografia antes mesmo de entrar na puberdade enquanto as garotas sentem nojo e medo só d imaginar um cara pelado, hj eu tenho 17 anos e já consegui superar esse medo, mas muitas amigas da minha idade ainda não conseguiram.
    o penis na nossa cultura é um simbolo de poder, ego e opressão (não é a toa q as pessoas dão dedo quando querem ofender alguém), se faz presente nas conversas d todos os caras e assusta as menininhas – e a vagina? não passa d uma porta para o prazer alheio, chega a ser vergonhoso para as mulheres falarem dela até para outras mulheres. por isso q nós temos q levantar a cabeça e negar esses padrões, pra mostrar q nós mulheres (e nossas vaginas!) exercemos tb um grande poder!

  31. #43 por Caroline J. em 22/03/2011 - 16:08

    Como alguém já falou nos comentários, sua capacidade de expressão é de fato entorpecente. Fico boquiaberta. E inspiradíssima, daquele jeito que a gente fica quando lê algo que nos faz pensar “É! É ISSO!”, o que estava engasgado e não sabíamos como expressar ou mesmo compreender. Como se finalmente fechasse um círculo aqui dentro.
    Obrigada por expor seus pensamentos e suas experiências aqui pra gente. É sempre um alento.

  32. #44 por Carol em 23/03/2011 - 8:05

    Moça Cely, meus parabéns. É a primeira vez que leio o seu blog (vim parar aqui pelo link deixado no blog da lola) e já caí de amores. XD Vai para o meu reader! Anyway acho que toda garota que assume a sua sexulidade passa por isso. Agora ao longo do seu texto eu não pude parar de pensar que esses caras que classificam as mulheres como objeto da relação sexual e não como sujeito não devem ter proporcionado um orgasmo a ninguém durante a vida toda. Afinal, se a mulher é inanimada ele não deve se preocupar muito em satisfazer a pobre moça que foi para a cama com ele, não? Esse povo machista é todo ruim de cama.Freud explica! rsrs
    Meus parabéns, novamente!

  33. #45 por Flávia em 23/03/2011 - 13:30

    Post irretocável, Cely.

    Me lembrou uma situação q vivi aos 15 anos, qdo ainda não tinha a menor noção de feminismo nem nada(mas por sorte acho q já nasci feminista!).

    Eu viajava pro interior nas férias, uma cidade mtooo pequena, onde nos fins de semana pessoas q moravam nas fazendas e sítios dos arredores iam pra essa cidade pra quermesses e coisas assim. Eu aproveitava q era de cidade grande(e por isso fazia sucesso com os caras de lá) pra escolher a dedo os meninos com quem eu queria ficar.

    Fiquei com um menino, depois com o primo dele, depois com o primo deste outro(isso td em mais ou menos 2 semanas), uns 2 dias depois chega um primo do primo do primo…enfim, outro primo, e me diz algo do tipo “oi vc vai ficar cmg hj.” (AFIRMANDO, não perguntando.) e eu, confusa e rindo, disse: “hã….não!” E ele, chocado: “mas….mas!!! mas vc ficou com fulano beltrano e cicrano!!” Eu ri mais ainda por não entender a lógica dele e respondi: “e daí?? com eles eu QUERIA ficar, com vc eu não quero!” E ele, já revoltado: “ah deixa de fre scura, vc ja ficou com tanta gente, o q custa ficar cmg, blablabla!” Eu saí andando e rindo, e deixei ele falando sozinho, que gritou o óbvio: “sua vagabunda! mulher da vida! biscate!”

    AFFF =P ainda bem q eu já tinha um entendimento de que meu corpo era meu, minhas escolhas quem fazia era EU…senão podia ter facilmente cedido…vai saber.

  34. #46 por Bárbara em 26/03/2011 - 23:47

    Por mais que eu tente nunca consigo elogiar os seus textos do jeito que eu realmente queria, amo eles mesmo! (puxando saco, haha)

    Onde eu posso encontrar mais sobre essa banda Destestation? Procurei no Google e não achei praticamente nada sobre ela…

    Beijões!

  35. #47 por Caroline J. em 28/03/2011 - 16:24

    Ah, Cely, vc tem um twitter que eu possa seguir? Não aqui por aqui no seu blog.

    • #48 por cely em 01/04/2011 - 14:32

      Oi flor, é @celybandolero, mas tá abandonado! hahahha aliás…eu preciso tomar vergonha na cara pra atualizar tudoo!

      Bjs

  36. #49 por hojenaufragoaqui em 30/03/2011 - 1:53

    não vou escrever muito, só vim das os parabéns pelo texto, você escreve muito bem, e eu me identifiquei, assim como várias pessoas, com muito do que está escrito alí.
    Parabéns mais uma vez, continue com o blog!
    beijos (:

  37. #50 por Borges em 31/03/2011 - 21:26

    Apesar de ver que já recebeu vários, e completamente merecidos, elogios por esse post, não consegui evitar de tecer mais um… O jeito como mostra o teu drama pessoal até a tomada (radical) de consciência que mulher é um ser humano, é bem emocionante. Mas cismo em acreditar que há de chegar o dia que este será o senso-comum e ninguém mais sofrerá pressões desumanizadoras. Até lá, parabenizo-a por incentivar e ajudar na construção deste futuro.

    Mas dá uma inveja danada não conseguir expremir tão bem idéias, como você exprime em seu post, e admito que por esta incapacidade acabo falhando e deixando de contestar mulheres que aceitam e reproduzem valores machistas.

  38. #51 por Murilo em 01/04/2011 - 1:26

    Como um homem que admira todas as formas de igualdade, especialmente no tocante da sexualidade, deixo aqui meus parabéns pelo seu belo texto. Felizmente existem mulheres e homens como nós que já não nos prendemos ao estereótipo do macho patriarcal X fêmea submissa.

    Fico triste de como as próprias mulheres AINDA se portam com relação ao próprio corpo e acho chocante a quantidade de meninas que mesmo após a primeira relação sexual não se masturbam; às vezes o tabu da masturbação consegue ser maior que o do sexo em si, visto com horror, como se o prazer da mulher – quando milagrosamente é aprovado pelo parceiro – deve envolver um pênis.

    Mais uma vez, parabéns e como disse a Bárbara logo acima, não consigo achar um bom elogio!

  39. #52 por Luh em 05/04/2011 - 2:48

    Muito bom o texto, concordo em número, gênero e grau, parabéns!

  40. #53 por Nélia em 07/04/2011 - 19:22

    Saudações feministas de Portugal!

    Não consegui passar, ler e sair sem comentar, porque o que escreveste é tão verdade…é precisamente aquilo que acontece aqui deste lado! A sociedade acha-se no direito de rotular, e de nos querer forçar a engolir esses mitos e a acreditar que NÓS é que estamos a ter uma má atitude. Durante muitos anos ouvi, duvidei, desafiei, mas não me manifestei verbalmente por medo de ser rejeitada ou sei lá. Hoje eu digo aquilo que penso sem medo…aliás, utilizo isso como factor de selecção: se a pessoa entra na categoria de machista sem salvação, simplesmente desprezo porque ELE OU ELA é que não é digno do meu respeito e consideração.

  41. #54 por Fernando. em 08/04/2011 - 10:35

    Eu tive uma namorada que nem você! Foi a melhor coisa que me aconteceu !
    Aquelas que transam logo de cara são garotas que não se deixam influenciar pela sociedade. Livres, espontâneas, aventureiras, confiantes, seguras… mulheres pra casar.
    este tipo de mulher é o máximo, você é o máximo…Abraço.

  42. #55 por cavisseu em 15/04/2011 - 1:09

    Legal. Cê escreve muito bem. Ou “Cé” escreve mto bem, tbm dá certo.

    Larry aqui. Blog bom de ler… Nada “antiespecífico” hahahaha (Lembra disso?)

    Legal ter te achado nesse mundo blogueiro.

    Depois eu volto pra mais novas. E te adicionei no FB, tbm. Bj, até.

  43. #56 por Chuck em 20/04/2011 - 11:50

    Olá Cely,

    Parabéns pelo blog!

    Realmente a sociedade tem essa mania de merda de tentar rotular a tudo e a todos, sempre tenta encaixar as pessoas dentro de uma visão rasa dos comportamentos, e as mulheres são as que mais sofrem com esse tipo de estigma.
    Infelizmente, por mais que nós homens corramos atrás de mulheres que tenham uma postura sexual sincera com seus desejos, quando encontramos uma nos recolhemos a velhos estereótipos – vagaba, puta, dá na primeira noite, esse tipo de pensamento curto.

    Ab, Chuck

  44. #57 por Ma em 10/05/2011 - 15:26

    Oi querida, sempre leio seu blog, está de parabéns.
    Engraçado foi quando li esse texto, pois tive uma atitude muito parecida na adolescência, mas foi muito diferente pra mim. Não necessariamente melhor, mas era o contrário… aquela questão da super valorização do sexo, sabe?
    Todo mundo (meninos e meninas) queria ser amigo das que tinham namorado e transavam, como se fossemos mais maduras, mais decididas, mais tudo… era aquela glamurização toda.
    Eu sei que eu fazia o que queria, quando tinha vontade e com quem eu queria, e também sabia me cuidar, pois sempre tive muita orientação em casa. Mas fico imaginando quantos e quantas não acabaram se sentindo pressionados por esse excesso, e acabaram transando por um possível status, muitas vezes sem o devido conhecimento do seu próprio corpo ou de como se prevenir de doenças e gravidez.
    Hoje lamento se algum dia colaborei, mesmo que sem querer, para um ambiente assim.
    Quem sabe um dia as pessoas passem a encarar o sexo como algo natural, e não algo para ser escondido ou escancarado.

  45. #58 por Paulo Victor em 17/05/2011 - 1:48

    Olá.

    andei lendo rapidamente alguns de seus textos, e notei como você pensa diferente da maioria das pessoas.

    Mas queria saber, como você acha que as mulheres podem realmente se emancipar na sociedade em que vivemos? Queria te recomendar uma leitura, se é que você já não leu “Mulheres: o gênero nos une. A classe nos divide” da Clarice Linspector.

    Sou socialista, homem, e penso que a emacipação feminina é impossível nos marcos do capitalismo.

    No mais, parabens pelo blog e pelas posições muito avançadas. Só queria convencer minha namorada de ter uma visão mais aberta. Sei que pode parecer estranho, mas ela é mais machista do que eu sou.

    E todo somos, em algum grau. Pois vivemos numa sociedade assim e somos produto dela.

  46. #59 por Pedro Renan em 19/05/2011 - 8:16

    Pessoas mediocres existem aos montes e nos mais diversos níveis. Todo tipo de preconceito é ignorância, é conceituar aquilo que não conhece.

  47. #60 por Sara em 23/05/2011 - 1:04

    Parabéns pelo texto.Um dos melhores que já li sobre o assunto.
    Desculpe pelo elogio(que nada tem a ver com o texto ou a sua capacidade incrível de expor o que pensa),mas você é uma das garotas mais lindas que já vi na internet.Senti vontade de dizer isso ao olhar suas fotos de todos os posts.Você já deve ter ouvido isso mil vezes e é clichê pra caralho,eu sei.

    Beijo de uma vagabunda.

  48. #61 por Diana em 01/06/2011 - 22:38

    Tão jovem e já tão madura! Admiro muito seus textos e sua inteligência, és forte e guerreira que não abaixou a cabeça para a cultura patriarcal imposta. Sou tua fã!

  49. #62 por L. em 05/06/2011 - 17:57

    Eu não necessariamente discordo de você, muito pelo contrário, mas seu texto está completamente baseado em senso comum. Faltou reflexão mais aprofundada sobre o papel do sexo na sociedade.

  50. #64 por Diego em 05/06/2011 - 21:50

    Só uma coisa: quem não deve não teme ;)!

  51. #65 por Cejana Pucci em 08/06/2011 - 10:06

    Concordo plenamente com o post! O triste disso tudo é que a maioria das mulheres tb difunde esse pensamento de que mulher tem que ser santinha, jamais transar na primeira noite, não falar sobre sexo, etc.. As próprias mulheres taxam as outras de vagabundas, rodadas, por acreditarem que o bonito é ter a reputação aprovada pela ala masculina. Já sofri preconceito por ser como vc, Cely, mas nunca me deixei abater. Sempre usei o discurso do “o corpo é meu e faço com ele o que quiser”, e obviamente encontrei mtas pessoas (a maioria mulheres) que ficaram estarrecidas com isso! E o que eu fiz? Taquei o FODA-SE! Tenho amigas que me admiram por eu ter tanta experiência, mas tb várias acham um absurdo eu fazer o que quero qdo tenho vontade.. E vai ser assim até que esse pensamento repressor pare de ser difundido!

  52. #66 por Aline Conceição Oliveira Costa em 11/06/2011 - 14:50

    Olá Celly! Cadê vc menina! Sou super fã do seu blog e estou sentindo falta das suas postagens!
    Beijokas!

  53. #67 por meudocedeleite em 14/06/2011 - 23:37

    Primeira vez aqui, e pelo nível do texto e dos comentários não será a última. É difícil ver mulheres assumindo de forma tão corajosa sua sexualidade, e por que não, as rédeas de sua vida. Partilho da sua visão, temos desejos SIM, e devemos assumí-los SIM. Não há razões coerentes para que seja diferente, há preconceito, machismo, burrice, e isso é muito medíocre para interromper nosso andar.

    Parabéns pelo texto!

  54. #68 por Carol Carvalho em 15/06/2011 - 2:16

    nossa, concordo 100% com TUDOOOOOOOO que você disse! fico muito feliz em ver pessoas que, assim como eu, tiveram uma educaçao ainda retrógrada e meio ‘alienada’ quanto ao papel de uma mulher na sociedade e que, mesmo assim, conseguiram enxergar além disso e ver que o papel está LONGE de se limitar à questao sexual! vou recomendar seu link pra VÁRIAS amigas minhas que ainda tem concepçoes muito confusas sobre seu papel, pq vc disse TUDO! parabens msm, post genial e vc escreve MUITO bem =D

  55. #69 por Gabriela em 15/06/2011 - 17:52

    Nossa excelente o seu post! Estou pasma… Vc escreve mto bem e ainda por cima sobre assuntos super interessantes e q ainda se fazem presente neh?! Adorei…

  56. #70 por Sara em 16/06/2011 - 3:29

    É incrível como eu já passei por absolutamente tudo isso. Mas o meu ‘puta’ veio mais cedo… na quinta séria, antes deu nunca sequer ter dado beijo na boca (enquanto muitas meninas na sala já tinham). Meu ensino médio foi cheio de ofensas e retaliações, de puta, dá pra todo mundo (sem nunk ter dado pra ngm do colégio, nem pros tais ‘dois caras conhecimentos), de lésbica, e simplesmente tudo o q vc disse. E concordo com cada palavra. Mas o que você não mencionou, é que muitas, MUITAS vezes, essas ofensas ridículas vem de outras mulheres que às vezes conseguem ser mais machistas que a maioria dos homens. Como dentro de todo o colégio (de algumas mil pessoas) eu fui a vítima principal, n sabia que era algo tão comum assim com outras pessoas. Seu texto está excelente!!! Já espalhei pelo facebook e twitter! Parabéns!

  57. #71 por janderson em 16/06/2011 - 3:51

    Olá,sou um garoto e tenho 17 anos,apenas.Primeiramente adorei o seu post.Li ele sem hesitação,o que é algo difícil para mim em posts grandes.Enfim,tive experiências complicadas com meninas que eu idealizava-tipo a garotinha ruiva do charlie brow- e acho que muitos meninos viram o que viram,tratando as meninas com desdém,por conta que já foram tratados um dia,e realmente,depois de um tempo,vê-se que não vale a pena tudo isso com meninas pois vcs são espertas e se deixa-las fazer o que quiser,nos controlarão,e com isso fica uma completa disputa.Isso “transforma” os homens em tudo o que você disse.E de fato,dá certo.O homem se sente melhor com isso.Ter o poder nas mãos é o melhor para a auto-estima das pessoas,e como acredito que todos somos egoístas,tendemos a sempre se dar bem.Tive a grande desilusão,sempre e ferrei e ficou com a ideia inexorável de que o bonzinho só se fode.E assim,admito que fui um desses caras ditos”normais”por uns 2 anos da minha vida.Até encontrar minha atual namorada que é isenta de qualquer esteriótipo social.

    Enfim,onde quero chegar.O homem só é desse jeito,acredito eu,por que existem mulheres que sedem a esse tipo de homem e o pior de tudo;gostam.Não querem mais saber de caras não machista e ainda atribuem o termo viadinho,mole e entre outras coisas(como já fui chamado várias vezes).Mulheres querem ser dominadas pelo homem,ser submissas e não apenas a troca de prazer momentâneo casual.

    É bastante complicado achar meninas como minha namorada ou você que é parceira e valoriza o gênero como normal e não social,onde há uma relação de igualdade.

  58. #72 por Diego Augusto de Almeida em 16/06/2011 - 22:01

    bati palmas….. apesar de nao ser uma mulher (sou homem com H) eu concordo com tudo aqui escrito morga! parabens!!!!

  59. #73 por Paulo Bueno em 17/06/2011 - 0:24

    Pra ser sincero, só costumo tecer comentários em blogs que vejo um potencial de argumentação e apesar de feminista mas não tanto quanto se intitula, eu achei razoável o que eu li.

    No começo eu acreditava que essa postura radical da mulher iria prejudicar a sociedade (não sou machista) mas logo em seguida me lembrei que toda mudança vem da mudança radical e que depois vem o ajuste com o tempo, foi quando passei a ignorar alguns traços do “momento revolucionário” da sociedade.
    Bem mas vamos ao que interessa…

    No geral essa concepção “Vadia X Pegador” eu sempre vi isso de maneira bem diferente mesmo sendo homem, não acredito que o homem vire “o foda” por ser pegador, pois se me permite abstrair para outros contextos, é a mesma coisa que carros… assunto que envolve muitas opiniões diversas mas que é “unanime” é que carro legal é carro com “rodão” aro inversamente proporcional ao tamanho do seu p….. isso pode chamar atenção de algumas pessoas sim mas uma coisa que reparei perfeitamente é que as pessoas que admiram uma coisa desproporcional no geral são sempre de baixa categoria (não digo de $$ … mas sim de potencial/espirito), são pessoas vazias. Em particular poucas são as pessoas que entendem de “tuning” de veiculos em um nivel bem refinado, proporcional, com engenheiros e designers envolvidos no projeto, então é necessário que seja um especialista (nivel elevado) para reconhecer o valor real de alguma coisa. Ai então voltando ao homem digo que o homem que “pega geral” nem sempre será o foda, claro que para as mentes vazias a vida se resume a um buraco em que se enfia as coisas e para outros a vida vai além disso, exemplo disso é que os grandes profissionais pegadores ou não… em uma rodinha de amigos não gastam seu tempo se vangloriando de quem ou quantas pegaram e sim falar besteiras da vida… rir um pouco. Então vendo por esse lado assumo que os pegadores nem sempre são os “Alpha male” dentro dos próprios machistas, pois “Alpha Male” não está em quantas mas talvez em sua CAPACIDADE DE usando dela ou não. Em particular ando carros muito bons, não sou lindo mas tambem não sou feio, tenho uma vida razoavel… o que seria suficiente para sair por ai e ser O PEGADOR… mas é opção minha não adotar essa postura e achar que é tolice viver por um objetivo tão pequeno e aproveitei minha postura para tomar nota de algumas coisas:
    – homem “pegador” sempre será O PEGADOR, mas é incrível o quanto eles levam jeito para ser cornos e cegos.
    – homem pegador não é a preferencia profissional quando voce vai indicar um amigo para algum emprego, pois eles costumam ser desapegados a serviço, reclamam d+ da vida e não tem compromisso com as coisas.
    – homem “pegador” normalmente pega 1/10 do que ele diz ter pegado.

    Sendo assim acredito que o homem sofre consequências sim quanto a postura dele na sociedade, só que a sociedade o pune no silêncio e sem avisar, pois quando ele percebe … já é tarde e não muito é muito dificil achar um por ai se lamentando “o que eu fiz de errado?”

    Prefiro acreditar que você é exatamente o que fala no texto, pois esses discursos muitas vezes são distorcidos por muitas mulheres (acredito que voce deva conhecer umas duzias dessas) que eram falsas virgens, agora são as moderninhas mas que ainda assim choram pelas noites porque não encontra um principe encantado, ou seja … usa esse tipo de discurso feminista para se blindar da sociedade e não por se identificar com a causa. Eu em particular sou um meio termo de moderno com conservador e por isso tenho um resguardo quanto a mulheres com muita experiência, muitas falam que é preconceito meu … mas é que acredito em um caminho mais alternativo e pra ser sincero só fiquei até hoje com quem eu realmente queria e isso dá pra contar nos dedos das mãos e por pouco não daria para usar apenas uma. Acredito ser um direito das mulheres lutarem por seus direitos e apoio a causa, só não acho que algumas deveriam de nivelar por baixo… pois copiar o pior do homem é tolice. Quando um ideal é vazio, a causa é nula.

    A sociedade caminha para a liberdade e muitos homens ainda são os de “baixa categoria” e não podemos esquecer de mulheres que não decidem em que time ficam, no das “virgens” ou no das “vadias assumidas” e ficam usando os “beneficios” de ambas quando lhes convém. Junto com essas mulheres que mudam de time conforte a comodidade vem suas convicções modernas que andam incomodando bastante os homens, pois alguns já estão saindo do “ciclo do pegador” e sendo mais homens no sentido de saber dizer não a um buraco… o problema é que quando o fazem… a taxação é unica “ele é gay”, perai ? mulher pode escolher… homem tem que ficar feliz com o que vier ? mas hein ? Está bem complexa essa situação atual, pois apesar de modernas algumas mulheres querem acreditar que o homem é um perverso-animal-maquina-de-fazer-sexo-todo-dia-toda-hora-com-qualquer-uma… pqp se eu ficar doente eu deixo de ser homem ? porque doente em um hospital com intestino desregulado eu tenho que pensar em sexo mesmo assim ? Fudeu … pois eu deixo de ser homem mais de 90% do meu dia então…

    Eu sempre fui a favor do meio termo e o que me entristece é como um discurso como o seu pode ser 100% seu e as vezes voce é bem mais tranquila do que aparenta no texto(dá a sensação de uma pessoa totalmente foda-se), enquanto mentes fracas podem ler ele e distorcer ele todo em função de frustrações. Acredito que ser mais liberal ou mais tranquilo é uma particularidade de cada um, assim mesmo como voce falou não existe só “santa” Vs “puta”, cada um é cada um e muitas acabam por aderir um movimento em que não acreditam por não terem amparo do “outro lado”, ou por quererem ser “a pessoa da moda”… se cada um fosse quem realmente quer ser(personalidade e atitudes) acredito que as coisas seriam mais transparentes para todos, pois vejo muito homem bonzinho se fudendo de graça e ai vira “o pegador” logo em seguida e continua esse ciclo interminável, em particular sei o quanto é dificil manter a sua postura do “EU” verdadeiro frente a varias faces que nos impõe mas é preciso ser forte para seguir o caminho da autenticidade.

    Obs: Erros de português e etc … mil perdões, mas fiquei com muita preguiça de revisar o que escrevi…

  60. #74 por Kelvlin em 17/06/2011 - 1:08

    Parabéns pelo texto!
    Deixarei mei humilde comentário aqui, assim como fiz no local onde eu vi o link.
    Não acredito que seja somente metade da população que está ‘sendo’ privada e sim mais que isso! E, sobre os atores, não podemos generalizar, afinal, creio que todos sabemos que existem ‘peças ruins’ tanto no X quanto no Y.

    Fui!

  61. #75 por Re Santos em 13/07/2011 - 14:57

    Adorei seu post, vc foi clara,objetiva e direta… Meio que me identifiquei com alguns pontos que vc citou.
    Parabéns pelo seu blog, amei ;D
    Vou sempre acompanhar seu blog, pois é muito interessante.
    Abraço

  62. #76 por lupiloa em 17/08/2011 - 11:35

    irmã feminista, que texto legal! chegou até aqui em sp.

    prazer,

  63. #77 por Raquel Sant'ana em 11/09/2011 - 16:56

    Impressionante…vc exteriorizou toda a revolta que sinto, PARABÉNS pelas palavras muito bem colocadas…me identifiquei…ja fui julgada por viajar sozinha, interpretaram q sozinha eu iria atrás de homem!! Odeio o machismo…..

  64. #78 por Bruna em 16/10/2011 - 12:54

    Fiquei boqueaberta com cada palavra!
    A-M-E-I!
    Você sintetizou, porem beeem detalhadamente, o que a marioria das mulheres que já se permitiram sair dessa “posição submissa”, sentem e talvez não sabiam até agora como expressar.
    Faço jus a sua opinião, e mais, a sua posição diante da sociedade. Mas por outro lado ainda fico triste em saber que, talvez, a maioria das pessoas que iram repudiar tudo o que você escreveu sejam não homens machistas, mas sim MULHERES!
    É deplorável ver quantas mulheres ainda estão presas a ideologias completamente ilógicas e compulsórias. Digo isso porque, como todas nós que temos uma visão diferente sobre tudo isso agora, também pensei pequeno assim, e meu Deus, como isso me machucava. Ser reprimida, e pior, ME REPRIMIR e nem mesmo entender o porque.
    Espero que a curto prazo mais mulheres possam se libertar desses pensamentros hipócritas e ser efetivamente, como você citou UM SUJEITO na sociedade e não mais um objeto como a anos vem sendo!

    Parabéns pelas palavras! Foi a primeira vez que li o blog, mas está de parabéns!
    Um beijo!

  65. #79 por Patricia S. Gaglioti em 16/10/2011 - 16:21

    Parabéns pelo texto. Simplismente, perfeito!
    Sou estudante de jornalismo e estou desenvolvendo uma pesquisa sobre prostituição. Em certa parte da pesquisa, falarei sobre repressão sexual e a diferença de tratamento da sexualidade feminina e masculina. Gostaria de saber se posso citar algumas de suas falas, seus posicionamentos, no meu trabalho. Eles irão engrandecer muito o desenvolvimento da pesquisa.

    Mais uma vez, parabéns pela lucidez como trata o assunto!

    • #80 por cely em 18/10/2011 - 21:17

      Oi Patricia, pode usar qualquer citação, sem problemas!

      Bjs

  66. #81 por Ricardo em 17/10/2011 - 5:59

    Sou homem e acho que seu blog deveria ser lido até mais pelos homens do que pelas mulheres.
    Parabéns!

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