Em plena Era do tesão, minha libido ainda é subversão!

Um dia comum, caminhando até o restaurante ou qualquer coisa do tipo, trocando umas palavras preguiçosas com um amigo e colega de trabalho. Logo o assunto caminha para sexo, porque nada é mais eficiente quando se trata de combater o profundo tédio do horário comercial. Não me importo, falo de sexo como se falasse do clima, quanto mais se fala maior a chance de desmistificar as besteiras que enfiaram nas nossas cabeças. E, como dizem alguns amigos meus, buceta é uma das minhas palavras preferidas.

Logo os tópicos chegam até o tal do ménage, o tão desejado sexo a três. A versão com duas mulheres é o sonho de todo cara médio, muito embora a maioria ainda vá descobrir que não é do jeito que disseram e que satisfazer uma mulher já é complicado, imagine duas. Mas, enfim, vale tudo pelo fetiche de ter não apenas um – mas dois dos seres mais sexualizados do planeta em uma única relação. Até aí ok, mas vamos ver o que acontece quando chegamos até o ménage que envolve dois homens e uma mulher.

“_Se ela quer fazer isso, problema dela, sorte dos caras!”.

[pausa para processamento da informação]

WTF?

[busca no banco de dados culturais, históricos e sociais no contexto ocidental contemporâneo]

AH TÁ.

[momento #feministadepressão]

Pois é, o que poderia ser pior para uma mulher do que FAZER SEXO? O que a levaria a ter maiores perdas significativas em sua vida, moral e direitos do que uma sessão de sexo com dois homens? E claro, NUNCA uma mulher poderia fazer sexo grupal com total consciência e segurança dos seus desejos, porque afinal, a autonomia sexual pertence ao homem e ela será meramente “usada”. Não era uma vontade da moça, foi um momento de coerção e agora ela foi definitivamente lesada por ter gozado com dois homens.

Não sei se dou risada ou se choro. Em pleno 2011, com toda essa efervescência erótica, corpos rosados sorridentes por toda a parte, lábios convidativos e publicidade carnal, as pessoas ainda acreditam que as mulheres não gostam de sexo ou que existe alguma coisa errada (não se sabe bem o que) na escolha feminina de fazer sexo com dois ou mais homens.De alguma forma, esses homens se convenceram de que a mulher TEM ALGO A PERDER no sexo, que a relação sexual subtrai alguma misteriosa força da mulher e adiciona ao homem.

As mulheres pioneiras em abordagem sexual ainda causam ojeriza nesses homens que dizem ser fanáticos por sexo, quando na realidade parecem mais preocupados com a carga simbólica de foder uma mulher do que com o próprio prazer. Às vezes penso que, para a maioria dos homens, é mais prazeroso apresentar as conquistas ao grupo de amigões do que desfrutar dos momentos com as parceiras. Tenho a impressão de que eles mentalizam listas quantitativas de relações sexuais, na tentativa de manter um poder sobre as mulheres que não faz mais sentido algum.

Qualquer homem vai dar um chiliquinho se ouvir uma feminista falando mal de penetração e sugerindo outras maneiras de fazer sexo, porque para a maioria deles essa prática é a essência de tudo. Ok, não teria problema eles terem essa preferência, mas por que afinal os próprios homens tendem a demonizar a penetração como ato agressivo e de domínio? A ideia de dois homens e uma mulher soa para eles como um castigo para a tal mulher, porque supostamente “sofrerá” a penetração de ambos. Peraí? SOFRERÁ? E eu achando que aquilo que eu sentia durante a relação com um homem era TESÃO.

Mas, infelizmente parece que o tesão das mulheres é algo extremamente “sujo” no mundo dos homens, a própria pornografia muitas vezes retrata a mulher em suposto sofrimento enquanto é penetrada. Não são raras as vezes em que homens reagem agressivamente ao comportamento insinuante de uma mulher, soltando pérolas como “essa vagabunda gosta de pica”. PORRA, e não é pra gostar então? É pra detestar?

Parece que esses homens gostam de pensar nas mulheres sob as óticas mais conservadoras, a velha máxima da “dama na sala, puta na cama”. Mulher não pode falar de sexo, não pode querer sexo, não pode ousar, não pode abordar…na verdade, até pode, mas vai ter que suportar um tratamento desrespeitoso e segregador só porque teve a audácia de expressar sua sexualidade. “Safadinha ela, hein”, afinal, mulher que é mulher precisa fazer “cu doce”, lançar um teatrinho do recato para lembrar aos homens que eles ainda mandam.

É com essa grande hipocrisia que os homens reivindicam a posição de sujeitos em qualquer relação sexual, usando todas as estratégias que seus privilégios lhes dão para colocar as mulheres no papel do objeto. A sexualidade feminina, para eles, permanece em função dos homens, como nos deprimentes velhos tempos. O prazer da mulher é uma ameaça, ao mesmo tempo em que eles só falam de sexo, não querem que elas se expressem da mesma maneira.

A buceta, para eles, é um mero receptáculo que satisfaz as necessidades do pinto. Não conseguem perceber o vigor dos músculos vaginais, a capacidade de movimentação e pressão que esse órgão tem e o quanto seu papel pode ser considerado ativo. Um homem não tem a simples capacidade de enxergar uma cena de sexo em que um homem penetra uma mulher por trás como uma relação de troca entre iguais, fica claro que, para eles, a pessoa penetrada carrega o fardo da inferioridade e da passividade.

A relação entre prazer e domínio é evidente nos valores masculinos tradicionais, seguindo como principal motivação sexual a lógica da presa/predador. Os mesmos homens que se dizem máquinas sexuais insaciáveis são os criadores de uma cartilha que impõe vários obstáculos ao exercício da sexualidade feminina, eles mesmos dificultam o prazer da mulher e reprimem seus interesses com seus valores machistas. Parece que não interessa fazer bastante sexo de qualidade, e sim utilizar o sexo como instrumento de poder contra as mulheres. Cada vez mais eu me convenço de que PRAZER não é a prioridade da vida sexual dos homens.

Para ilustrar um pouco, vamos ver alguns trechos de um texto qualquer que encontrei na internet (não vou nem citar a fonte para não causar mimimi’s):

“Este amigo me confidenciou da dificuldade em respeitar suas parceiras, pois já no primeiro encontro são estas que partem para os finalmente, tocando em partes que atiçam o seu desejo sexual… Não consigo imaginar um homem respeitando uma mulher assim.”

É extremamente perturbador como a maioria dos homens se acha no direito de respeitar ou não uma mulher de acordo com a sua vida sexual. Eles conseguem jogar no lixo toda a ideia de justiça, igualdade e companheirismo em troca do privilégio de julgar uma mulher e suas escolhas, dividindo toda a população feminina entre “decente” e “vadia”. Como é possível conciliar uma moral sexual cristã e conservadora, que acredita que o sexo é uma coisa imunda, e uma cultura que evidencia ao máximo o tesão do homem? A resposta é simples, jogando toda a sujeira nas costas das mulheres.

O cristianismo prega que a melhor mulher do mundo é uma virgem, passiva e maternal, e a pior foi responsável por seduzir um homem e estragar tudo. Isso soa ridículo para a maior parte das pessoas que se julgam um pouco informadas, mas ainda está 100% presente na mentalidade atual. A premissa do pensamento cristão é de que o sexo serve para reprodução, e por isso qualquer atividade sexual além desse objetivo é perversa. Com certeza não precisamos mais reproduzir, pelo contrário, a necessidade atual da humanidade é conter a super população e investir no planejamento familiar, que traz autonomia e melhores condições para tod@s. Dessa forma, podemos dizer que o sexo já é reconhecido como uma forma de relacionamento que traz intimidade, tesão e realização para as pessoas, mas ao mesmo tempo sobrevivem os valores que demonizam o prazer sexual – e que, curiosamente, pesam muito mais para as mulheres.

Claro que faz mais sentido colocar a culpa na mulher, é sempre conveniente atacar os mais fracos e vulneráveis. Apesar de considerar o sexo pecaminoso, os bons cristãos aplicaram essa regra apenas às suas dóceis esposas mantidas em cárcere doméstico, criando prostíbulos e determinando que algumas mulheres seriam servas sexuais marginalizadas e outras escravas particulares e mães das crianças. Enquanto as esposas eram privadas de uma vida sexual prazerosa e saudável, as prostitutas eram privadas da vida plena em sociedade e ficavam expostas a todo tipo de exploração e abusos, além de, é claro, não viverem plenamente seus próprios desejos. Assim, a educação sexual feminina foi direcionada para a total passividade e repressão dos próprios desejos, sob a ameaça de marginalização em caso de desobediência.

Com certeza já tivemos grandes avanços na mudança dessas imposições, pois hoje muitas mulheres estão conquistando a sonhada vida sexual livre. Hoje já é possível encontrar mulheres que vivenciam seus desejos e conhecem seus corpos, mas não sem a resistência dos homens e o julgamento da sociedade. Posso me colocar como exemplo nessa questão, pois me considero totalmente livre para escolher o que me dá prazer e quant@s parceir@s eu quiser, sem nenhum tipo de receio. Mas, por outro lado, preciso estar sempre atenta para as pessoas que desejo me relacionar, pois corro o risco de ser desrespeitada por alguém que ainda me julga um objeto da sua vontade. O preço que eu pago também é alto, pois as cobranças e pressões surgem de todos os lados. Família, conhecidos, meros colegas, todos se sentem no direito de analisar meu comportamento e fazer suas considerações, ou mesmo acusações covardes na tentativa de reprimir meu direito de escolha. Reajo a tudo fortalecendo minha auto-estima, pois sei que estou apenas exercendo meus direitos básicos enquanto ser humano, como os homens fazem. Busco meu prazer, minha satisfação, mas não me esqueço que estou vivendo em um mundo em que estupros acontecem dentro do próprio casamento e meninas pouco sabem sobre seus próprios orgasmos e corpos, enquanto os homens vivem livremente sua sexualidade com total aprovação social.

Por que eu faria sexo com alguém que não me respeita? Por que qualquer mulher faria sexo se soubesse que os homens a menosprezam por isso? Por que não podemos simplesmente expressar nossos desejos e continuarmos sendo seres humanos plenos em nossos direitos? Não somos sujas ou vagabundas, ou qualquer outro adjetivo hostil, só porque sentimos prazer e gostamos disso. Isso é o mínimo que poderíamos exigir de uma relação saudável.

“Se as mulheres conseguirem se respeitar, os homens poderão se controlar e levar uma relação sem prejuízo para os dois. Homem não deixa de ser homem por respeitar sua namorada/parceira. Mulher não perde sua feminilidade se não se entregar já no primeiro encontro. Querer conquistar o parceiro deste jeito, é o meio mais fácil para não conquistar ninguém. Um tesouro que já foi descoberto, não desperta mais o mesmo interesse de antes.”

É muito comum escutar a velha frase “mulher tem que se dar o respeito”. Claro, afinal, não podemos esperar respeito dos nossos companheiros homens, não é, temos que entrar na defensiva e nos privar para agradá-los, tornando-se assim “mulheres de respeito”. Quanta bobagem! Mulher não tem que se dar ao respeito, mulher já merece o respeito só por ser uma PESSOA, que como qualquer outra, sente desejo sexual e quer trocar isso com outr@s. Homens e mulheres precisam ter sua sexualidade respeitada, para o mínimo de justiça. Então, não, as mulheres não precisam “se dar ao respeito”, VOCÊ TEM QUE RESPEITÁ-LAS.

Alguém me explica, afinal de contas, essa lógica de sexo no primeiro encontro “tirar a graça” da relação, tornar as coisas “fáceis demais”. Porque, pelo que parece, só conta para as mulheres essa regrinha, o fato do homem estar sentindo desejo desde o primeiro contato não é alvo de reprovação em momento algum. Pelo menos para mim, para fazer sexo, basta ter vontade e escolher@ parceir@, e claro, proteger-se. É incrível como a mulher precisa sempre fazer uma frescurada sem fim para chegar ao “finalmente”, e depois são os mesmos homens que reclamam disso. Daí vem esses homens dizendo que quando é fácil não é legal, oras, não é legal justamente porque eles não conseguem conceber que a mulher tem o MESMO desejo sexual, é sempre preciso que ela abra mão disso para colocar o homem na posição superior, de controlador da situação. O macho precisa sempre sentir que está conquistando a fêmea, mesmo que ela já estivesse interessada desde o primeiro momento, do contrário, ele fica frustrado, porque a situação fica muito igualitária, né? Onde já se viu, ambos com tesão, ambos tomando a iniciativa e curtindo numa boa?

E daí vem a psicologia evolutiva e bobagens do nível dizendo que a seleção natural fez os homens mais promíscuos, como se homens e mulheres gozassem da mesma posição social e tivessem as mesmas liberdades. Minha libido diz o contrário, mas bem que eu poderia ter me tornado mais um exemplo de mulher contida e reprimida, esperando o príncipe encantado me deflorar, não faltaram estímulos e inclusive pressões para isso. Eu entendo perfeitamente as mulheres que perdem o interesse pelo sexo, afinal o cenário não é nada animador para quem quer vivenciar uma vida sexual agradável e sem incômodos. Sempre estamos correndo o risco de sofrer repressão e rejeição quando reclamamos o direito ao nosso corpo a aos nossos desejos, mas no fim das contas vale muito mais a pena do que entrar nessa lógica heterossexual irritante.

Por isso, sim, continuo falando sobre sexo, o quanto for preciso, e sem medo de parecer “vadia” ou qualquer outro rótulo esquisito criado pelos homens. Essa briga é minha e faço questão de exigir meus direitos, porque acredito que faz parte da minha auto-estima e realização pessoal ter uma vida sexual completa, e que nenhum ser humano, independente do sexo/gênero, tem o direito de me reprimir ou julgar meu caráter baseado em valores conservadores e cristianismo barato.

Por sorte ainda existem homens que estão preocupados com o prazer e a satisfação da sua companheira, acima de qualquer moral hipócrita que limite os desejos e a felicidade, e que são capazes de respeitar uma mulher mesmo que seja uma transa casual. Penso que as mulheres não devem aceitar uma relação com homens que não reconheçam sua autonomia, mas também conheço o alto poder dissimulador masculino e sei que nem sempre conseguimos evitar esses indivíduos. Por isso, a receita é estar sempre com a auto-estima fortalecida para combater esses valores que ameaçam nossa integridade, e nunca abrir mão das próprias vontades para se encaixar em um modelo que não é justo e não trará nenhuma realização.

Pense sempre que o julgamento social é um dos preços da liberdade, e que no fim das contas vale muito mais a pena investir na própria felicidade do que mentir para si mesma. A gente sempre acaba encontrando alguém bacana nesse caminho, por mais que ele pareça difícil, nada pode ser mais delicioso do que encontrar pessoas que te valorizam e respeitam suas decisões sem nenhum preconceito. Se não for pra viver algo verdadeiro, eu prefiro não viver mais nada – e ninguém vai conseguir me parar.

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  1. #1 por Fernanda Adler em 17/01/2011 - 5:31

    caramba, moça, adorei seu texto e seu jeito de escrever, parabéns. muito interessante e muito inteligente.

  2. #2 por Fernanda Adler em 17/01/2011 - 6:07

    tinha comentado algum tempo atrás que achei o texto muito bom e inteligente e parabéns e continuei lendo os posts completamente fascinada com as idéias e diversas coisas que nunca havia dado devida atenção, quando li uma coisa que sempre me deixou indignada sempre que escuto ou vejo alguma amiga fazendo. você escreveu que claro achavam errado a mulher deixar de sair com o noivo/namorado pra sair com as amigas e apenas as amigas, uma coisa que sempre me deixa frustrada em relação as outras mulheres que conheço, essa necessidade absurda de viver grudada e seguindo o namorado pra onde quer que ele fosse e ver o incentivo das mães delas e dos pais. me considero sortuda sobre meu pai, ele é incrivelmente machista e muitas vezes triste, mas pelo motivo da filhinha dele que não pode ser tocada, ele sempre me disse que devia valorizar amigas/amigos, que relacionamentos não eram tudo isso, que não tem principe e que se fosse pra casar que eu tivesse certeza que poderia me livrar do cara caso não me agradasse e coisas assim, isso não melhora o quanto ele é triste em outros sentidos, mas já foi alguma coisa.
    gostaria de te dizer mais uma vez que achei seus textos incríveis e muito inteligentes. estarei aqui sempre.
    parabéns pela genialidade e por pensar diferente.

    • #3 por cely em 18/01/2011 - 9:32

      Oi Fernanda, fiquei super feliz com seus comentários =]

      Meu pai também é uma tristeza em vários aspectos, homofóbicos, machistas e etc etc, mas não deixei de aprender com ele alguns valores importantes. Inclusive, ele acabou desmistificando o amor romântico sendo meu exemplo de casamento ruim haha. Blog favoritado!

      Bjs

  3. #4 por aroma em 17/01/2011 - 7:18

    gostei bastante do teu artigo, está muito bem defendido 😀
    apoio totaal

    • #5 por cely em 18/01/2011 - 9:29

      Obrigada, flor!

  4. #6 por rita em 17/01/2011 - 8:36

    A relação sexual ainda é profundamente assimétrica, reflectindo as assimetrias de poder que existem na sociedade, de qualquer modo é preciso coragem para que a mulher defenda os seus interesses, sobretudo ao nível sexual que continua a ser tabu.
    o seu texto é muito importante e voce escreve de forma desafrontada, mas estou curiosa de ver quantas mulheres vão ser capazes de o comentar, Se acontecer o que vejo em outros blogs que se atrevem a abordar estes temas, vão ser poucas.
    Infelizmente o medo de namorados, maridos e companheiros continua a falar muito alto e orbiga as mulheres no minimo ao silencio, um silencio cumplice que permite que elas sejam tratadas como coisas, no maximo coisas valiosas, que não merecem mais.

  5. #7 por Luiz Felipe Corga Moreira em 17/01/2011 - 14:50

    Olá, boa tarde!
    Um amigo me passou o link do blog, elogiando a escrita, e vim dar um confere, afinal de contas também sou publicitário – redator, logo, me interesso bastante por resenhas variadas.
    Bom, me desculpa a franqueza, voce escreveu um texto enorme “metendo o pau” nos homens, se julgando muito bem entendida no assunto, e o que é pior, pra alguem que se acha tao engajada, demonstrando um preconceito lastimável contra todos nos, generalizando alguns padroes de comportamento, que, sinto informar, nao cabem a todos os homens.
    E no final do texto, com meia dúzia de palavras risíveis, e uma retratação mediocre, voce diz “ainda bem que ainda existem alguns homens que se preocupam com o prazer das mulheres… e nos respeitam”, como se esse espécime ja estivesse em franca extinção. Mas, pelo contrário, posso afirmar com certeza absoluta, que muitos homens se preocupam em dar prazer, além de receber. Sem falsa modéstia, na cama o que me dá mais tesao é ver a mulher sentindo prazer, tendo orgasmos multiplos, pedindo mais, e também posso afirmar que adoro ser tocado, adoro preliminares e adoro mulheres com atitudes. E nao sou o unico, muitos amigos meus compartilham da mesma visao e valores, fora outras pessoas que eu nao conheco.
    Portanto, te aconselharia a ser um pouco menos vítima da situação, e rever um pouco seus conceitos. Nao nego que muitos homens ainda gozam de valores e conceitos antigos no que tange ao sexo, mas nao dessa forma que voce colocou no texto. Além do que, voce julga e reclama tanto dos machimos da sociedade atual, mas voce está sendo de um feminismo totalmente exagerado, e me perdoe, insuportavel. Li o texto até o final somente para poder comentar com conhecimento de causa, pois a partir de um certo ponto ficou cansativo e repetitivo.
    E aproveito também para opinar a respeito de sexo no primeiro encontro. Acho que seu ponto de vista coloca totalmente em segundo plano o bom e velho jogo da sedução e da conquista. Voce coloca as coisas como se fossemos todos animais movidos apenas por instintos, quando na verdade somos seres-humanos, como voce citou inumeras vezes no artigo, e é justamente isso que nos diferencia dos outros animais. É claro que, se temos vontade, devemos fazer aquilo de que gostamos, com responsabilidade sempre. Mas colocando as coisas da forma que voce fez, eu acho que fica tudo muito banalizado, e nao acho que as coisas sejam bem por aí.
    Mas enfim, com a permissao de Voltaire, posso nao concordar com uma só palavra do que dizes, mas defenderei ate a morte o seu direito de dize-las”. Voce disse tudo aquilo que pensava, e acho que nós, homens, temos um direito de resposta. Nao leve como afronta tudo o que eu disse, espero que nao soe agressivo ou ofensivo, mas é que a franqueza é um dos meus maiores defeitos-virtude, e nao consigo ser diferente disso.
    Porém, acredito que o seu texto tenha valor também, além de todas as críticas aos homens, consegui enxergar também talvez um alerta às mulheres, de que elas deveriam se soltar mais, conhecerem melhor a si mesmas, e também fazer valerem os seus proprios direitos, pois compartilho da sua opiniao de que na transa, para o sexo ser completo, os 2 parceiros devem sentir prazer, acho que isso valoriza muito mais o momento, e pelo menos pra mim, faz com que os se sintam mais realizados.
    Aceito críticas e sugestoes, abraços!

    • #8 por cely em 17/01/2011 - 15:36

      Olá Luiz,

      Entendo perfeitamente que você não se identifique com o texto e que se incomode com a generalização,essa é a crítica mais comum que eu recebo de todos os homens que lêem o que eu escrevo. Não importa quantas vezes eu insista em dizer que existem exceções, ou que meu público-alvo são mulheres em primeiro lugar, infelizmente eu não tenho como ser menos “insuportável” no meu feminismo porque estou tratando de questões que afligem diretamente as mulheres, de uma forma que muitos homens desconhecem.

      Eu não me julgo “bem entendida”, o tom do texto pode lhe soar prepotente, mas isso acontece porque não estou escrevendo teoria de gênero, estou falando muito da prática, do dia a dia e das angústias que as mulheres sentem. Tenho certeza que a maioria das mulheres não vai achar meu texto “repetitivo” porque simplesmente são questões que elas querem e precisam ler sobre, e costumam gerar empatia imediata. Se eu fosse escrever um apelo para que os homens mudassem esses comportamentos, com certeza não seria dessa maneira.

      Longe de mim ter colocado o ser humano como movido por instintos, eu nem sequer acredito nisso, rejeito qualquer associação biológica para definir comportamentos. O ponto não foi a morte da “sedução e conquista”, e sim os papéis previamente definidos para esse joguinho, o quanto ele é maçante e o quanto exige da mulher uma posição defensiva desnecessária. Eu também flerto, sabe, também gosto de sensualidade, nunca saí me atracando com as pessoas sem qualquer cerimônia se foi isso que pareceu, só critico os modelos predominantes porque eles já anularam muito meu potencial no passado.

      O feminismo, hoje, trabalha justamente com a questão do “alerta” às mulheres, que nada mais é do que o fortalecimento da auto-estima e autonomia que lhes foi negada ao longo da história e da construção social. O objetivo do meu texto é compartilhar com elas a minha visão e experiências sobre a evolução do papel feminino, e posso dizer que tenho sido bem sucedida.Exagerado pra mim é o machismo vigente e a necessidade compulsiva da maioria dos homens de defender a “classe”, mesmo que se julguem diferentes. Uma das razões pelas quais muitos grupos feministas rejeitam a participação masculina é essa posição defensiva, pois não estamos tratando do indivíduo homem e sim dos valores masculinos gerais, se você se preocupa com a imagem masculina de egoísmo sexual o melhor que você pode fazer é negá-la na sua vida. Que bom que você conhece amigos que se preocupam com o prazer das mulheres e não as taxam de vagabundas por sentir tesão, eu também conheço muitos (inclusive meu companheiro), mas infelizmente essa não é a regra na nossa sociedade.

      Acho que vale mencionar que o meu companheiro e vários amigos também não se sentiram ofendidos com o texto e não me consideram nem um pouco preconceituosa com os homens, eles mesmos observam diariamente esse comportamento que descrevi em vários grupos de colegas homens e reclamam de não conseguir combatê-los.Basta dar um passeio pelos comentários de sites jornalísticos,fóruns, redes sociais, uma volta nas ruas,ouvir a conversa dos parentes ou ligar a televisão para encontrar essa tal generalização dos valores masculinos, por toda a parte ainda vale a lógica do homem garanhão e da mulher puta. Eu não sei contar quantas vezes fui chamada de vadia, puta, vagabunda, sem qualquer razão e inclusive por estranhos na rua, e isso vale para minha mãe, minhas amigas, minhas tias. Eu não sei onde é que está esse mundo perfeito dos homens em que as mulheres são plenamente respeitadas, talvez pessoas como você realmente não saibam pelo que elas passam.

      A “vitimização” é necessária porque em várias situações essa foi a posição que me reservaram, eu não tenho receio ou vergonha de dizer que fui vítima, como todas já foram alguma vez na vida (“toda mulher tem uma história de horror pra contar”). Se você não tem nenhuma razão para se sentir o “algoz”, então deveria estar tranquilo com esse texto, porque logo a mensagem não foi para você. Penso que é muito difícil para um homem enxergar a repressão contra as mulheres, mesmo que faça tão pouco tempo que éramos escravas dos homens. O que eu estou fazendo aqui é justamente tentar reverter essa situação, fazendo com que as mulheres se sintam mais fortes, bem-resolvidas, que não permitam mais que os outros as calem e as manipulem.

      Existem vários blogs de machões internet afora que desrespeitam completamente a sexualidade feminina e promovem os estereótipos da santinha x putinha livremente, e são super frequentados, recebem milhares de comentários e ninguém reclama – pelo contrário, veneram. Eu realmente não entendo porque o meu blog pode representar algum tipo de problema nesse contexto!Qualquer dia desses vou escrever um post só sobre o “homem-exceção”, para que não haja mais esse tipo de equívoco com as minhas intenções.

      Enfim, espero que entenda o meu ponto, também estou aberta aos seus comentários.

      Abraços

      • #9 por garotopodre em 01/02/2011 - 22:43

        Ao se viver em um mundo onde as desigualdades socio-econômicas são os sustentáculos da ordem social vigente, é de se esperar distorções em todas as esferas do comportamento humano. As relações oprimido/opressor tendem a se espraiar por todo o tecido social, inclusive quando o assunto é sexo. Achei o texto pertinente, vez que toma posição (válida, por sinal) e evidencia algumas das distorções supramencionadas. Parabéns.

      • #10 por cely em 08/02/2011 - 20:25

        Concordo que as desigualdades socio-econômicas são importantíssimas para a desigualdade de gênero, é tudo parte da mesma lógica. Obrigada pela visita!

  6. #12 por Luke em 18/01/2011 - 8:48

    Muito boa a abordagem dos papéis reservados aos gêneros na questão sexual, o homem sendo o “sujeito” e a mulher o “objeto” do sexo. Disso decorrem n preconceitos e idéias errôneas e desiguais (a questão do ménage, por exemplo). Parece que o sexo é um “usar” a mulher, e a liberdade sexual é apenas ela ter o direito de escolher quem vai usá-la.

    Parabéns de novo, Cely!

    Beijos.

    • #13 por cely em 18/01/2011 - 9:28

      Oi Luke!

      Que bom que você entendeu os objetivos do texto, obrigada pelo seu comentário! Tá na hora de fazer um blog também, hein?

      Bjs

  7. #14 por Lili em 18/01/2011 - 9:04

    Estou muito bem impressionada com a tua lucidez e capacidade de expressar assuntos tão intimamente ligados ao universo das mulheres. Sim, você escreve para um público, qual é o choque, né? É que a gente deveria estar trocando receita de bolo e dando dicas de como gostaríamos de ser seduzidas, blá, blá, blá, blá… Nada contra receitas de bolo, eu sou cozinheira e posso até te mandar algumas com a maior alegria, hahahaha!

    Amei esse texto e ainda mais o que fala sobre a família nuclear. Nossa, parece que outra pessoa conseguiu colocar no papel tudo que eu sempre observei mas nunca tive a síntese de colocar no papel. Abração!

    • #15 por cely em 18/01/2011 - 9:27

      Oi Lili =]

      Hahah nada contra as receitas de bolo também, mas vamos falar de coisas mais interessantes, né? Vou favoritar seu blog, pra gente manter contato.

      Bjos!

      • #16 por Lili em 19/01/2011 - 23:11

        Oba, que bom! Vamos manter sim, sei receitas veganas, hahaha! Mas, claro, tem coisa bem melhor pra falar.

  8. #17 por Jean em 18/01/2011 - 12:18

    Cely,
    acho que este é o segundo, ou terceiro texto seu que leio. E sempre que termino faz-se preciso tomar fôlego para retomar outra atividade, dado a potência da desobiviedade que você imprime.
    Diante do cotídiano anestesiante que nos encontramos faz com que criemos cada vez mais atavismos, para não enxergar a realidade. A realidade, que em pleno, 2011, alguns machões ainda sintam a necessidade de “mijar no poste” pra marcar território e dominar a fêmea.
    É claro que não podemos esquecer do machismo internalizado na maioria das mulheres, afinal, a noção de “singela, doce e pura”, ainda surte efeito e se faz predominante, ocasionando muitas vezes, o que talvez o Luiz tenha tentado apontar, sobre a dificuldade de mulheres compreenderem a cumplicidade masculina, na hora do sexo, a necessidade de toque, de carinho, de afeto.

    Bom, é isso.
    Jean

    • #18 por cely em 19/01/2011 - 22:55

      Oi Jean,

      Concordo plenamente que o machismo está internalizado nas mulheres, afinal elas foram educadas dessa forma e sempre foram condicionadas a aceitar seu “status inferior” como se fosse natural, inerente à condição humana. Sempre estimulo as mulheres a abandonar esses esterótipos de feminilidade, mas não podemos esquecer o quanto isso é enfiado goela abaixo das meninas desde bebês, com seus contos de fadas, princesinhas, bonecas e panelinhas. A pressão para que estejamos todas sempre limpas, perfumadas, dóceis e solícitas é gigantesca, e vem de todos os lados, da família, amig@s, escola, igreja, mídia, etc. Por mais que uma mulher seja inteligente, bem-sucedida, capaz, é sempre julgada pelos seus “atributos femininos”, como beleza, delicadeza, passividade…não é nem um pouco fácil lutar contra esses padrões e penso que estamos engatinhando ainda em direção ao equilíbrio dos papéis de gênero na sociedade.

      Abraços
      s padr

  9. #19 por Flavia em 18/01/2011 - 13:01

    Cely, adoro seus textos, mesmo estando muito triste hoje(estava lendo sobre como pornografia é prejudicial às mulheres, não q eu já não soubesse…) seu texto conseguiu captar minha atenção. Depois eu volto pra comentar algo com mais “conteúdo”, visto que agora estou sem inspiração por conta da tristeza.

    • #20 por cely em 19/01/2011 - 22:45

      O conteúdo foi suficiente hahaa

      Obrigada pelo comentário, flor!

      Bjs

  10. #21 por Nah em 19/01/2011 - 22:28

    Ois Cely
    Minha teoria é a seguinte: os homens chamam de “vadia” a mulher de vida sexual ativa com varios parceiros pois se baseiam neles mesmo como o parceiro daquela mulher. Tipo assim, um cara assim é machista e na hora da transa o que ele quer é foder a mulher, violá-la, comê-la, violentá-la com o pau, pq ela é inferior. Logo, uma mulher que transa muito é vadia pois ele presume que ela gosta de ser violentada, inferiorizada, logo não tem valor ou dignidade, é apenas uma boceta, um objeto a ser usado, uma vadia (no pensamento dele, claro).
    O que vc acha?
    Beijos, amo teus textos Cely!

    • #22 por cely em 19/01/2011 - 22:49

      Oi Nah!

      Faz todo o sentido sua teoria, com certeza, é natural que esses caras projetem na mulher as próprias expectativas deles. Se ele trata a mulher como objeto, também costuma pensar que ela aceita a situação, mas muitas vezes a garota nem sabe que está sendo vítima desse pensamento! Por isso, dá até medo de se relacionar com um homem e descobrir depois que ele estava pensando em você como uma buceta ambulante.

      bjs!

  11. #23 por Carla em 20/01/2011 - 10:34

    Estou saboreando o seu blog, texto por texto!

    • #24 por cely em 08/02/2011 - 20:33

      Fica à vontade! hahaha

      Obrigada pela visita, carla =]

  12. #25 por Samuel em 20/01/2011 - 22:38

    Primeiro texto seu que leio. Achei muito bom o jeito com que você escreve, e consegue expor suas ideias de forma clara e até didática. Concordo com tudo o que você disse, principalmente no que diz respeito a mulheres “terem que se dar ao respeito”. Fico puto quando ouço isso, pois não faz nenhum sentido. Respeito não se conquista, respeito se dá. È de graça, direito de qualquer um. Não é recompensa. Pior mesmo é quando ouço isso de mulheres que se dizem feministas. Coisas como “essas mulheres que não se dão ao respeito é que mancham nossa imagem” – como se a culpa de todo machismo fosse da mulher. Devemos lutar pelo direito da mulher ser recatada, santinha, ousada, vadia, e o que ela bem entender. Manualzinho de conduta é simplesmente nojento.

    Enfim, belo texto. Voltarei mais vezes!

    • #26 por cely em 08/02/2011 - 20:31

      Oi samuel,

      Sempre bom encontrar caras legais que refletem sobre essas questões! Essas são as pessoas comprometidas de fato com alguma justiça e igualdade.

      beijos

  13. #27 por Xi Drinx em 20/01/2011 - 23:13

    Ótimo texto Cely!

    • #28 por cely em 08/02/2011 - 20:31

      Obrigada, man!

  14. #29 por Erica em 24/01/2011 - 22:29

    Amei o texto e me identifiquei muito com ele. Sempre fui muito questionadora em relação a tudo.
    Eu sei muito bem como vc se sente qndo fala sobre sexo e as pessoas te vêem de forma distorcida… Também falo de sexo como se estivesse falando sobre o clima e já soube de gente falando muita coisa sobre mim que não era verdade. Mesmo assim, não vou fazer como certas mulheres que se fazer se santas e vítimas. Acho que o que falta é isso, mulheres sinceras pra encarar esses tipinhos de homem e dizer “foda-se seus conceitos escrotos e pré-moldados”

    muito bom mesmo.

    • #30 por cely em 08/02/2011 - 20:30

      Oi Erica,

      Sem dúvida faltam mulheres para enfrentar esses preconceitos, mas você, assim como eu, deve saber o quanto é difícil e o preço que pagamos por tanta resistência! Vamos encorajar nossas sisters a fazer o mesmo ;]

      beijos e obrigada!

  15. #31 por Mateus Nascimento em 25/01/2011 - 10:17

    Oi, descobri o seu blog pelo “memoria individual”, já vou colocar no meu leitor, muito bom.

    Parabéns pelo texto, abriu o meu olho pra muita coisa que eu não reparava, é interessante como a sociedade sempre tenta culpar a vítima.

    Mesmo assim muita coisa ainda é um tabu pra min, admito que ainda tenho muito preconceito machista.

    Bom sem querer justificar essa atitude dos homens, aqui “somos todos culpados e vítimas” (Saramago ou Simone de Beauvoir? não lembro de quem a frase), mas acho que o problema começa na educação do homem. Quando o menino está entrando na puberdade ele começa a conhecer o sexo por revista masculina, fotos ou filmes pornográficos, ele aprende a imaginar o sexo sempre com uma mulher objeto (aquela da revista), uma mulher “morta”, sem desejo, que vai fazer aquilo que ele imaginar. O problema vem quando ele começa a ter um relacionamento de verdade, a se interessar por outra coisa na mulher sem ser o sexo, isso é uma coisa que não encaixa, talvez de uma certa forma ele acha que fazer sexo com uma mulher que gosta é o mesmo que “matar” ela, transformar ela naquela mulher “morta” da revista, sem sentimento. Digo isso porque já tive esse problema e já vi casos quando era mais novo de amigos falando que não tinha coragem de transar com a namorada. Acho que existe esse nó na cabeça da homem, e por isso alguns “resolvem” isso separando os tipos de mulheres, uma pra casar e outra pra transar, e por isso eles tratam tão mal a mulher no sexo.

    Abraço.

    • #32 por cely em 08/02/2011 - 20:29

      Oi Mateus,

      Que bom que o texto agregou algo para sua vida! Concordo que a lógica machista atinge também os garotos, que são educados desde muito jovens a seguir a lógica da dominação contra as mulheres. Já ouvi relatos de amigos sobre essa questão que você levantou, do homem ter uma noção distorcida do sexo chegando a considerar uma ofensa contra a mulher que ama de verdade. Você tem toda razão, a separação de mulheres entre putas e santas vêm dessa construção doentia da sexualidade masculina, regada a pornografias e insultos contra o sexo feminino. cabe a tod@s nós lutar contra esses preconceitos, mas em especial os homens precisam reconhecer o problema e entrar nessa de peito aberto.

      Bjs e obrigada

  16. #33 por Niara em 26/01/2011 - 2:07

    Menina, você foi incrível!
    Participo da comunidade “Feminismo e Libertação” e estou MUITO orgulhosa de saber que muitas mulheres disseminam suas ideias por esse mundão de môdeus, e outras mulheres leem e isso vai mudando o mundo.
    Aos poucos, com calma (ou nem tanta), mas vamos chegar lá.
    Você escreve demais!!!
    Sério, amei!
    Beijo.

    • #34 por cely em 08/02/2011 - 20:25

      Olá querida =]

      essa comunidade é o máximo! Um dos poucos espaços virtuais em que me sinto totalmente á vontade. Me adiciona por lá! Obrigada pelos elogios e volte sempre =]

  17. #35 por fernanda em 04/02/2011 - 10:03

    Nooooooooooooossa! Foi tu mesma que escreveu isso? To arrepiada

    • #36 por cely em 08/02/2011 - 20:22

      Foi um insight, juro hahahque bom que gostou, flor! Volte sempre.

  18. #37 por Larissa em 08/02/2011 - 22:28

    Demais, li esse texto logo depois de receber no mail um do arnaldo jabur de “verdades sobre os homens” dizendo q homem precisa trair, mulher tem q se cuidar e num querer dialogar, pq isso cria “muros invisiveis na relação” e blablabla…resumindo “mulher cozinha, cuida dos filhos compreende a infidelidade pra num perde o macho… homem é galinha msmo, o aceite assim e num tente muda-lo” tudo explicado de uma forma mtu bem posto no “socialmente aceito”….pqp,

    Sexismo no talo, estereótipos e simplificação

    Obrigada por salvar a minha noite dessa insanidade

    • #38 por cely em 08/02/2011 - 22:51

      Hahaha esse texto deveria se chamar “falácias que favorecem os homens”. Tive o desprazer de ler um dia desses, e garanto que Beauvoir se revirou no túmulo.

      Seu comentário também salvou minha noite de uma insanidade, no caso uma discussão sem fim com um machinho insuportável!

      Beijos

  19. #39 por Vinicius Mota em 08/02/2011 - 23:01

    Boa noite!

    Inicialmente, gostaria de registrar a felicidade de encontrar um site que debate de maneira clara os “papéis” de homens e mulheres, as suas assimetrias em questão de prestígio, liberdade e poder.

    Este é o primeiro texto que li, e o site me veio por recomendação de um colega.

    O “papel’ do homem “dominador” na relação sexual, que julga a mulher, que considera sem graça uma mulher porque ela já tranqüila (ou não) para decidir manter uma relação na primeira oportunidade é, como tipo ideal, verdadeiro.

    Em verdade só descobri isso conversando com minha namorada. Sempre considerei a leitura dos rapazes sobre relação sexual tão absurda, que não cria que realmente era generalizada. Mas minha namorada foi argumentando e me ver este aspecto do mundo masculino machista. Aí, entrando no mercado de trabalho, me deparei com a maluquice que é a cabeça dos homens.

    Eles estão tranqüilos com poderem trair suas namoradas mas de jeito nenhum serem traídos. Como se o homem tivesse o poder de desrespeitar os sentimentos de sua companheira (em virtude do acordo moral de fidelidade estabelece na relação fechada) em virtude do descontrole da sua excitação.

    Queria perguntar se já foi abordado aqui no site, em algum post anterior, a questão da escolha, por parte de algumas mulheres, de serem objeto nessa relação desesquilibrada com o homem, na esfera sexual? Digo, conheço um cara que vai se considerar no direito de me desrespeitar se eu transar com ele e topo transar com ele? O que levaria a isso? Tesão e indiferença, ou descrença de que existam homens com uma cabeça menos primitiva?

    Talvez o que escrevi tenha ficado confuso, é o sono…

    De qualquer modo, reitero a felicidade de um blog inteligente.

    • #40 por cely em 11/02/2011 - 14:38

      Oi Vinícius, obrigada pelo seu comentário bastante lúcido!

      Então, é uma boa ideia escrever sobre as expectativas dessas mulheres que se sujeitam a essa situação, acredito que o conformismo e a imagem deturpada do caráter masculino seja a grande responsável. “Prefiro ser a outra ao invés de ser a patroa”, ou “Preciso provar que sou melhor do que ela”, coisas dessa natureza.

      De qualquer forma, é uma boa sugestão!

      Bjs

  20. #41 por Adriana em 11/02/2011 - 15:21

    Oi Cely!
    Ah, so para dizer que adorei essa frase aqui : “homens que dizem ser fanáticos por sexo, quando na realidade parecem mais preocupados com a carga simbólica de foder uma mulher do que com o próprio prazer”. Resumo perfeito!

  21. #42 por Melissa em 12/03/2011 - 13:35

    A gente pode contar nos dedos o número de homens conscientes que se preocupam com as mulheres, sentem-se felizes com o prazer de suas parceiras, e mais raro ainda, homens que ficam satisfeitos com o prazer de suas parceiras mesmo sem ter tido um orgasmo! Porque infelizmente a criação masculina é de “vai lá e faz o seu serviço e se ela falar que gostou, então é porque você é o cara e ela é uma puta”. Ridículo. Pior é que a nível inconsciente nós mulheres acreditamos nessa balela, então temos que ficar vigilantes e sempre “lembrar” a nós mesmas de “screw you! Eu quero ser feliz, não quero ser dominada”!

  22. #43 por Zombie em 22/03/2011 - 16:42

    O quanto legal seria se todas as mulheres se libertassem de tudo isso e fizessem o que der na telha? Principalmente no quesito sexual.

    Eu sou homem e acho essas paradas um saco. Mas confesso que tento me libertar desses valores e crenças machistas… MAS, fica dificil quando tudo te joga para o outro lado.

    Minha sugestão é: Eles só “controlam”, porque as mulheres deixam. Se elas jogassem na mesma moeda… O que aconteceria?

    Isso é algo que eu iria gostar de ver. Òbvio que aconteceria um abuso de poder aqui e ali. Mas, no geral, aprenderiamos a lição.

  23. #44 por Hely em 31/03/2011 - 13:58

    Cely, eu fico feliz de ver pessoas que descrevem tao bem as situacoes. As mulheres, algumas no caso, acabam até mesmo sustentando o medo de transar, devido a ter tantos homens com comportamentos machistas. O problema é que os homens tratam as mulheres como fracas. Um exemplo que acontece muito, é o cara pedir em namoro uma menina hipoteticamente “difícil”, só pra foder com ela, capaz até de falar “eu te amo”; sem exagero porque já vi VARIAS vezes essas situacoes. As vezes penso que poderia ser feito esses filmes norte americanos, que o cara chega “hey docinho, vamos transar”, sem toda essa falcatrua que vemos por aí. A mulher quer também sentir prazer numa relacao, as vezes ela nao quer namorar e casar, e acaba ficando um relacionamento massante, porque depois o cara para de falar “eu te amo”, termina o namoro de fachada, já que o proposito era apenas o sexo da guria difícil. Eles julgam muito o nosso comportamento em relacao a falar ou fazer sexo. Mas nunca param pra falar de outras virtudes que estao acima disso. O fato da mulher ser inteligente, ou de lutar por uma causa, ou um comportamento independente. Parece que soa ofensivo. A sua luta é válida Cely, faz bem ler seus textos. Nós podemos até nao conseguir mudar o mundo, mas conseguimos fazer algo pelo nosso mundo (eu).

  24. #45 por Luh em 05/04/2011 - 3:07

    Oi, ótimo post, como sempre
    Agora, só uma coisa, sempre leio textos ótimos em blogs feministas, os quais gostaria de compartilhar em redes sociais, mas não consigo… Não sei se sofro de algum distúrbio que me impede de encontrar tais opções (tweet ou like on facebook) ou se não tem mesmo… Please, ajude-me a divulgar!
    Pois vejo inúmeras bobagens machistas serem vomitadas na minha cabeça e não consigo singelamente ajudar a mostrar que pode ser diferente… Thanx

    • #46 por cely em 14/04/2011 - 16:22

      Luh, eu preciso checar, mas tenho quase certeza que meu template não tem essa função hahaha.. nesse caso o bom e velho copy paste no link tem sido a forma de divulgação nas redes sociais, especialmente Facebook!

      Beijos!

  25. #47 por Silvia Zampar em 29/04/2011 - 11:31

    Excelente texto, muito bem escrito e argumentado.
    Parabéns por este e pelo blog.

  26. #48 por Alexandre em 16/05/2011 - 11:54

    Olá, sei que seu publico alvo são mulheres, mas um amigo compartilhou no meu mural do facebook e não pude deixar de ler e concordar plenamente com tudo que vc escreveu, parabens e acho sim que o ser humano tem os mesmo pesos e medidas, pena que a sociedade hipocrita onde vivemos nos leva ao inverso….
    Abraços
    Alexandre Azevedo

  27. #49 por Guilherme em 16/05/2011 - 13:02

    Muito bom…
    é dessa mensagem que muitos homens estão precisando ouvir…
    Parabéns pelos seus textos.

    FODA

  28. #50 por Luci Santos em 02/06/2011 - 18:10

    Ual Cely que desabafo e tanto.

    É mesmo muito cruel o que fazem conosco, principalmente com quem se impôe como ser humano.
    Me identifiquei muito com sua história, foi como ver minha própria.
    Quantos anos ainda mais serão necessários para as mulheres imporem respeito.

    Obrigada querida.

    Seja muito feliz.

  29. #51 por Albie em 10/06/2011 - 19:38

    OBRIGADA! É TÃO BOM LER POSTS SOBRE PESSOAS COM CABEÇA, invés de posts de putaria ou…erm Lady Gaga!

  30. #52 por Estevam em 09/10/2011 - 12:04

    Texto muito bem escrito, um pouco agressivo, mas muito verdadeiro. Tenho muitos amigos que se acham esclarecidos, mas ainda tem alguns preconceitos, minha esposa gosta muito de sexo, ja gostava de praticar sexo a tres, fazia com um primo e um vizinho, mas antes de me conhecer.

    Recentemente eu soube que um colega do meu trabalho criticou ela em publico, numa festa da empresa, ele aproveitou quase tudo dela por 2 anos, agora sai falando mal e criticando, e o pior, nao posso falar isso para ela, mas ela pensa que estou evitando chamar ele por ciumes.

  1. Vadia, puta, vagabunda e rodada. « Who the hell is Cely?

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