Homofobia em pauta: Liberdade para viver a sexualidade ou liberdade para discriminar?

Depois de quase um ano de ausência, retorno ao meu bloguinho! Layout novo (leia-se um tema qualquer do WordPress),uma vida um pouco nova também. Acabei de me formar, finalmente! O TCC foi uma das épocas mais infernais da minha vida e quase sugou minha alma, mas agora estou respirando de alívio.

Acabei alimentando meu vício da escrita com o Formspring, entre outras redes sociais. Mas senti muita falta de ter esse espação pra sair digitando livremente, como antes. Espero conseguir manter o blog atualizado daqui em diante, porque o que mais me realiza é ter o feedback das mulheres que conseguem novas perspectivas para suas vidas depois de ler um texto meu.

Como sempre no nosso querido país, fechamos o ano com alguma polêmica que recebeu destaque na imprensa. Neste ano, especialmente por causa das eleições, surgiu um velho termo conhecido nosso que caiu na linguagem do povo: homofobia. Basicamente o preconceito e intolerância contra a população LGBTT, a grande discussão ao redor da homofobia tem sido a aprovação do PCL 122, o projeto que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

 

Fotos da manifestação contra a declaração homofóbica do Mackenzie em São Paulo

É importante diferenciar os dois termos: orientação sexual indica por qual gênero a pessoa se sentirá atraída emocionalmente e sexualmente (classificação que um belo dia não precisará mais existir) e identidade de gênero indica com qual dos gêneros a pessoa se identifica, independente do seu sexo biológico, podendo inclusive se ver como um indivíduo intersexual. Como ainda temos papéis sociais determinantes baseados nas categorias de homem e mulher, faz-se necessário o emprego desse termo para garantir a liberdade de escolha dos transgêneros e intersexos. Logo, a lei deveria garantir enfim direitos e cidadania a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, punindo o abuso verbal e físico que essas pessoas sofrem diariamente.

Claro que os reaças não iam deixar passar uma dessas sem espernear, e o grande mimimi do momento é o argumento de que “o PCL 122 é inconstitucional porque fere a liberdade de expressão”. Minha história pessoal com a tal “liberdade de expressão” é bem turbulenta, sempre vi todo tipo de gente preconceituosa e reacionária usar esse termo como muleta para promover absurdos. Não é à toa que muitos também se levantaram para dizer que a lei contra o racismo fere essa tal liberdade de expressar ódio e discriminar pessoas.

Não se trata de obrigar todo mundo a amar @s LGBT e levá-l@s para comer macarrão no Domingo, se o cidadão insiste em não gostar da presença de alguém por causa de sua sexualidade, deixa ele, oras. O que não pode acontecer é esse mesmo cidadão promover o ódio e a exclusão dessas pessoas na sociedade, gerando repressão, violência e discriminação. A ideia que faz uma pessoa chamar um homossexual de “viadinho, boiola, sapatão” é a mesma que causa a violência física nas ruas, trata-se de um fator cultural.

Voltando um pouco na história, chegamos a lidar muito bem com a homossexualidade. Na Grécia, por exemplo, as relações homossexuais eram muito comuns e vistas como reforços para laços afetivos e intelectuais entre cidadãos. Quem colocou o peso do pecado sobre o ombro do LGBTT foi, pra variar, o cristianismo e sua valorização doentia do sexo como ferramenta de reprodução. Centralizar a sexualidade na procriação está fora de cogitação na época dos anticoncepcionais, planejamento familiar e, principalmente, liberdade sexual. Já está mais do que claro que não precisamos aumentar nossa superpopulação, e que as relações sexuais são uma forma muito mais intensa de ligação física e emocional entre as pessoas do que simples atos mecânicos de reprodução em massa.

Até existem estudos que refutam a tradução bíblica que condena a homossexualidade, mas mesmo que tenham cometido um erro, não importa, já que não pretendo legitimar o livro cristão como verdade ou base para nada. Encaro simplesmente como um livro histórico que reproduz o pensamento da época, e por isso a homofobia relatada. Mas, como o pensamento mítico e a tradição levaram multidões a tratar a bíblia como “palavra de deus”, essa é uma justificativa comum para a intolerância contra os homossexuais. Ainda assim, não faria sentido, pois os cristãos dizem “odeie a homossexualidade, não a pessoa homossexual”, o que é um paradoxo absurdo, pois se eles não reconhecem todas as sexualidades como condutas morais legítimas, então eles estão automaticamente cerceando a liberdade dessas pessoas em sociedade, tornando-as marginalizadas. Além do mais, uma doutrina que enfatiza o “amor ao próximo” jamais poderia promover o ódio, até mesmo contra aqueles que realmente prejudicam as pessoas ao redor, mas parece que os cristãos escolheram o LGBTT como alvo do seu ressentimento e horror. O ranço conservador dessas pessoas deixa claro que não estão a serviço de um “mundo mais justo” ou dos ensinamentos de Jesus, mas da satisfação de seus anseios preconceituosos e políticas higienistas.

Certa vez vi um ativista gay no programa do Jô Soares que disse algo muito interessante: “Jesus com certeza teria mais aspectos semelhantes à cultura gay do que à do macho. Cooperação, gentileza, afeto e proximidade são valores que passam longe do ideal masculino, que é a base de comportamento dos próprios cristãos.”

Outra causa óbvia da homofobia é o patriarcado – aqui usado para definir o conjunto de opressões contra o feminino e valores centrados na figura do homem na sociedade. Qualquer manifestação “afeminada” em homens ou “masculinizada” em mulheres são crimes contra o patriarca, que define a ditadura dos papéis sociais e exclui aqueles que não se enquadram em suas regras. Um gay pode até ser gay, mas nunca ter trejeitos femininos, porque é como se fosse um rebaixamento na horda masculina, agir feito mulher? Que horror! Uma lésbica é sempre uma mulher “mal-comida” que ainda não encontrou um “homem que dê jeito”, a única permissão cultural para as mulheres é ser bissexual, para satisfazer mais uma vez os desejos masculinos. Travestis e transgêneros então nem se fala, são tidos como aberrações, absolutamente marginalizados e agredidos diariamente. Qualquer transgressão aos modelos de homem e mulher é punida com a discriminação, com base no argumento da “normalidade”, ou pior, da “natureza humana”. Nossa orientação sexual e identidade de gênero é construída de acordo com os valores vigentes, educação e relação com o meio, e a liberdade de expressar a própria sexualidade deve ser um direito garantido a tod@s sem distinção.

Vi algumas pessoas dizendo “Os gays querem se achar especiais, somos todos iguais e essas leis são discriminatórias”. Fico pensando em que tipo de condomínio esses cidadãos passaram suas vidas, regados a privilégios, acreditando que todas as pessoas são tratadas igualmente na sociedade. Precisamos da lei Maria da Penha porque o Brasil é um país machista, em que muitos homens ainda vêem mulheres como propriedades, então é justo que haja proteção especial na lei para elas, já que lesão corporal por si só não aborda todo o contexto da violência doméstica. Mesma coisa para negr@s, que ainda lutam contra o racismo e para isso contam com uma lei que pune as discriminações, em mais uma tentativa de reparar os danos históricos a esse povo e suas conseqüências atuais. A lei da homofobia é mais um desses casos, em que precisamos lançar mão de uma ferramenta legal específica justamente porque os cidadãos LGBT são tratados de forma específica, com preconceito e ódio. Não haveria razão para criar leis para cada população minoritária se não houvesse tanto preconceito, é uma necessidade que demonstra o caos em que estamos inseridas. Digo isso tudo partindo da situação atual, em que temos um Estado, capitalismo, e tudo mais, não significa que acredito no sistema, mas que essas medidas são necessárias para que essas pessoas vivam com dignidade.

O projeto não limita ou atenta contra a liberdade de expressão, de opinião, de credo ou de pensamento. Ao contrário, contribui para garanti-las a todos, evitando que parte significativa da população, hoje discriminada, seja agredida ou preterida exatamente por fazer uso de tais liberdades em consonância com sua orientação sexual e identidade de gênero;

PCL 122

O medo dos reaças é, logicamente, de enfim serem punidos por sua fúria contra as minorias. Querem difamar as pessoas LGBT à vontade, com apoio do Estado e da sociedade, promover a discriminação e construir o império do homem-branco-hetero-classe-média. Vão continuar lutando por uma sociedade conservadora e elitista, mantendo seus valores de machos e explorando tod@s que não sejam como eles. Cabe a nós resistir e batalhar pela conquista dos direitos LGBT, pela aprovação do PCL 122 e pela transformação diária da consciência alheia, combatendo os estereótipos e a opressão contra a sexualidade.

Pude participar da manifestação de apoio aos jovens homossexuais que sofreram a agressão na Avenida Paulista por um bando de rapazes homofóbicos armados com lâmpadas, na semana passada. Como diziam os ativistas, a homofobia mata e a impunidade remata, já que um gay é assassinado a cada dois dias no Brasil.  Os números são assustadores, mas nem precisa muito para perceber a homofobia no nosso dia-a-dia, desde os comentários mais fúteis e brincadeirinhas até ofensas mais sérias, como agressões verbais gratuitas nas vias públicas.

Aproveitando o assunto, resolvi fazer uma lista das piores frases homofóbicas que escutamos por aí e fazer uma pequena análise de cada uma:

“Eu respeito o cara ser gay, mas precisa ser uma bichona? Ficar fazendo escândalo?”

Pois é, você pode até ser homossexual sabe, mas nunca faça a passiva! O proibido é ser afeminado, é falar alto, é desfilar e rebolar. Afinal, um homem de verdade não se rebaixa ao feminino, está para sempre preso às suas obrigações masculinas de ser um bruto travadão que anda de braços abertos. E bonito é escândalo de machinho, né? Lindo é o cara falar grosso e alto, mexer com mulheres na rua, dar aquela risada de Brutus e ficar berrando com os amiguinhos em todos os espaços públicos, só para lembrar a tod@s que ele está ali. Pois doa a quem doer, os homossexuais podem e devem se expressar, escolher aspectos do seu comportamento que mais lhe agradem, independente de serem considerados femininos ou masculinos. Um exemplo bastante expressivo é o caso do Marrocos, onde os homens que mantêm relações homossexuais como ativos não são considerados gays, apenas os passivos (???). E se o cidadão não gosta de pessoas escandalosas, não pode simplesmente acusar os gays, e sim todo mundo que fala alto e invade o espaço dele, inclusive homens heteros. Pessoalmente, AMO e admiro homens “afeminados”, ou seja, homens delicados, gentis, com senso fashion (ui!) e que se cuidam, e alguns até são heterossexuais.

“Não quero que meu filho veja dois machos se beijando na rua”

Nossa, ver um casal de gays se beijando vai automaticamente mudar a orientação sexual do seu filho e condená-lo para sempre, né. As crianças devem ser expostas à diversidade sexual desde cedo, para que respeitem e reconheçam todas as formas de amor e afeto. Um beijo homossexual não é algo depravado ou ofensivo, é um ato que demonstra a ligação afetiva entre duas pessoas humanas e que precisa ser valorizado como tal. Alguns ainda argumentam que não gostam também quando heterossexuais se beijam nos espaços públicos, mas fica nítida a discriminação quando se trata de homossexuais. Esses pais homofóbicos querem evitar a todo custo que seus filhos vejam os homossexuais se relacionando porque temem que estes se tornem lésbicas e gays, quando na verdade todos os homossexuais nascem de pais heterossexuais e recebem estímulos da cultura hetero desde pequenos, e ainda assim constroem sua orientação de forma diferente. Fora a opressão violenta que as crianças sofrem para que não “desviem” do caminho heterossexual, e a quantidade de distúrbios de auto-estima que isso gera (inclusive os próprios homofóbicos muitas vezes são inrustidos).

“Prefiro ter um filho aleijado a um filho gay”

Essa frase demonstra o quanto a mentalidade que considera a homossexualidade uma doença ainda é forte. Ter um filho gay, para essas pessoas, é o estigma do fracasso, como se eles estivessem contribuindo para o crescimento da população LGBT, logo eles, homofóbicos! É muito triste ver tamanha repulsa contra um ser humano apenas por sua orientação sexual, ainda que, ao se tratar de um filho, muitos pais acabem cedendo e aceitando a sexualidade diferente. O mundo que queremos construir vai aceitar a diversidade sexual com naturalidade, e os pais não terão mais que se preocupar em gerar crianças heterossexuais e “protegê-las” dos malvados homossexuais, pois não existirá uma sensação de rivalidade entre as orientações sexuais.

“É lésbica porque ainda não me conheceu/falta de rola”

Mais comum ainda é ver o ressentimento do homem heterossexual ao constatar que lésbicas existem, e que não são todas as mulheres que precisam de um pênis para regular sua sexualidade. Mais difícil ainda para eles é ver que a penetração não é o clímax do sexo, e que eles são totalmente dispensáveis para uma parcela das mulheres. A cultura patriarcal diz que a mulher sempre está em função do homem, e as lésbicas fogem a essa regra e se tornam uma ameaça em potencial para as normas de conduta. É natural então que os homens sintam repulsa por elas e tentem a todo custo colocá-las como “mal-comidas” e marginais, em um ato extremamente infantil do tipo “é claro que você precisa de mim, eu sou o maioral, ora bolas!”.

“Isso aí é coisa de viado”

Qualquer deslize da cartilha heteronormativa do machão neandertal é logo punido com o estigma homossexual. Um homem não pode recusar uma relação com uma mulher que eles estará sendo “gay”, ele não pode não gostar de futebol, não pode dançar, não pode costurar, não pode gesticular direito ou soltar os quadris. O único fator que faz de alguém homossexual é se relacionar sexual ou afetivamente com parceiros do mesmo sexo, e ainda se o indivíduo se reconhecer como tal. Mas, na prática, a homossexualidade é utilizada para zombar das pessoas, como se fosse algo terrível e vergonhoso. A exemplo do meu parceiro, todos os homens deveriam responder “é, sou gay mesmo, e daí?”.

“Vai tomar no seu cu/vai dar a bunda/queima rosca/ré no quibe”

Enfim, o mito do sagrado CU masculino. Ele está presente em 90% das piadas entre homens e parece ser um campo de batalha, que os homens passam a vida inteira tentando defender das insinuações alheias. Nada pode ser mais ofensivo do que sexo anal para um homem, pois se trata do passaporte oficial para uma longa vida homossexual. O cu das mulheres, por outro lado, quando mais for usado nas relações melhor, ou seja, enquanto o cu feminino deve ser perseguido, o cu masculino precisa ser guardado a sete chaves e protegido de qualquer coisa penetrante. É engraçado que um símbolo de ofensa seja, na realidade, uma prática sexual extremamente prazerosa e saudável para os homens, seja realizada por uma mulher ou por outro homem, com dedos ou objetos. Fazer sexo anal não faz de ninguém homossexual, é uma forma de obter prazer sexual absolutamente normal. Mas, infelizmente, as pessoas insistem nesse gigantesco tabu, quando na realidade poderiam ser mais satisfeitas sexualmente se fizessem uso dele.

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Minhas amygas lindas =

“Lésbica até vai, mas gay é muito feio de ver”

Mais um sintoma do machismo compulsivo, em que casais de lésbicas servem como fetiche, mesmo que isso prejudique sua liberdade. Os gays se beijando, por outro lado, são ofensivos e “nojentos”, e justamente por não agradarem os homens ao redor precisam ser banidos. Tornar as lésbicas meros objetos de voyeurismo tem um sintoma muito grave, porque um casal de moças não pode sequer andar de mãos dadas para provocar olhares insistentes, por vezes agressões do tipo “posso entrar no meio?”. Enquanto duas mulheres se beijando for sinônimo de ménage e não de um simples casal, as lésbicas terão sua liberdade ferida e não poderão andar sossegadas pelas ruas.

Enfim, as frases são inúmeras, e com certeza são ouvidas diariamente por todas nós. É parte da nossa missão também quebrar esses tabus e reverter o preconceito, e um bom começo é chamar a atenção das pessoas sobre o significado e equívoco dessas expressões, que só colaboram com a injustiça cometida contra a população LGBT e promovem a discriminação na sociedade.  Somos tod@s responsáveis por garantir a dignidade das pessoas independente da orientação sexual e identidade de gênero, e esse é o único caminho para construir um mundo mais justo e humano.

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  1. #1 por Mexy em 06/12/2010 - 7:54

    Sem palavras pro quanto eu fico feliz de te ver escrevendo aqui de novo!
    Não vou nem mencionar o quanto eu concordo em absoluto com você, porque néam…hahahaha

    Extremamente bem escrito, me dá vontade de sair distribuindo em vias públicas. Vamos lutar essa luta juntas, sua linda.
    Bezo. ❤

    • #2 por cely em 10/12/2010 - 14:45

      Volta sempre linda! Te amo ❤

  2. #3 por Jean em 08/12/2010 - 19:23

    Na medida! E abrangente. Gostei muito do texto. Um manifesto que deve ser divulgado.
    Abraços

    • #4 por cely em 10/12/2010 - 14:45

      Obrigada!

  3. #5 por Murilo em 08/12/2010 - 21:22

    por falar nisso mataram um bombeiro aqui na cidade, vítima de homofobia

    • #6 por cely em 10/12/2010 - 14:45

      Que horror, qual cidade?

      • #7 por Murilo em 11/12/2010 - 11:10

        Barreiras-BA o cara era da minha faculdade, era bombeiro até, por isso o caso tá em segredo de justiça, mas o corpo dele tava “mexido” qdo encotraram, semi nu e tal…

      • #8 por cely em 14/12/2010 - 22:38

        Que horror! A ideia que leva a esse tipo de crime é a mesma que está enraizada na nossa cultura, homofobia mata!

  4. #9 por Alexandre S. Morais em 13/12/2010 - 15:25

    Oi Cely!!! Quanto tempo hein… até que enfim vc saiu daqueles ciclos de reencarções do TCC. Sobre o texto, também abrangendo o outro sobre separatismo, quando um grupo tenta se fortalecer diante da opressão da “maioria” e busca se organizar politicamente, vem um reaça e diz que é “separatismo” ou “ditadura gay”. É engraçado pq a própria sociedade sufoca qualquer espaço de discussão e uma resistência a isso seja encarada como conspiração. Agora, sobre o beijaço da Ofner, li que houve até apoio de parte das pessoas que presenciaram a manifestação. Fico imaginando se isso ocorreria caso a manifestação atrapalhasse a volta pra casa dos trabalhadores de bem…enfim, só uma divagação. As pessoas jogam no lixo as oportunidades de se expressar para chegarem em casa e assistir o jornal nacional + novela.

    Seja bem vinda novamente!!! (estranho isso não? O blog é seu…rs)

    PS: A Zaíra, essa beijoqueira, por onde andará?

    • #10 por cely em 14/12/2010 - 22:43

      Prazer receber um comentário seu, gato!

      Os reaças estão em plena rebeldia com a visibilidade LGBT hehehe, esperam que estejam com indigestão até agora! Eles sabem que a tendência, apesar de tudo, ainda é progressista e que vamos conquistar cada vez mais espaço e força. Bom, apesar de ter sido uma manifestação “confortável” para os transeuntes, fico bem feliz que tenham apoiado, talvez não tenha sido assim há alguns anos. O combo jornal nacional + novela é clássico de quem acha que não precisa defender minorias ou sequer se preocupar com política, mas tenho esperança de que isso mude!

      Obrigada pelo carinho!

      Não vejo a Zaíra faz um tempinho viu..

  5. #11 por Zaíra Pires em 28/12/2010 - 18:16

    To aqui.
    Com saudades dos dois, Alê e Cely!
    Adorei! Até apareci nas fotos!

    Beijos, arrasando como sempre!

    • #12 por cely em 07/01/2011 - 12:05

      Saudades também!!

      Precisamos marcar um encontrão de moças!

      Bjs

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