Justiça pelas próprias mãos

Justiça com as próprias mãos, quem nunca se confrontou com essa idéia? Primeiro, devemos sempre nos lembrar do quanto é perigoso se colocar na posição de juiz, do quanto nossas decisões e impulsos são influenciados e construídos. Segundo, é preciso considerar quais sentimentos estão guiando a ação, se nosso rancor e ódio não estão centrados em uma questão mais pessoal do que coletiva. E por último, medir as conseqüências de modo que façam sentido para o maior número de pessoas possível, desviando das idéias egocêntricas e mesquinhas.

Vou te chamar de...justiça.

Além disso, temos uma “Justiça” que promete punir aqueles que ousarem desafiar seu poder supremo, mas talvez esse seja o mais irrelevante dos fatos, afinal a última preocupação de quem faz justiça com as próprias mãos é dever algum respeito ou temor às leis do Estado.

E toda essa conversa é necessária para justificar meu próprio ódio, mesmo que nem assim eu consiga fazê-lo. A verdade mesmo é que eu não pensaria duas vezes em diversas situações, pois elas já atormentaram meus pensamentos por tempo suficiente. Quando você já não tem esperança, quando tudo o que poderia ser feito dentro de padrões “aceitáveis” já fracassou, quando você se olha no espelho e percebe que tem algo dentro de si que já não aceita mais suas próprias desculpas… Nesse momento a sua sede de justiça é a única e verdadeira lei.

Não adianta mais me dizer que não é meu direito ditar o que é justo, que minhas idéias são radicais, que precisamos respeitar direitos humanos ou coisa do tipo. Eu estou com uma raiva do caralho, essa é a real, eu estou de saco cheio dessa merda toda e de ter que confiar o que é justo a um bando de filhos da puta. Estamos afundando em caos dia após dia, em pouco tempo estaremos ouvindo o toque de recolher, e tudo o que fazem a respeito é competir feito selvagens massacrando uns aos outros.

Eu não agüento mais ver monstros abusando do medo de mulheres, monstros aniquilando os animais, monstros matando inocentes, monstros conspirando pelo poder, monstros que se deliciam com a dor alheia, ou simplesmente debocham. E principalmente, não agüento mais as brincadeiras repletas de ódio de vocês, a propaganda de ódio na televisão, a mentalidade de ódio incrustada nas suas almas, e a cara de imbecil que vocês fazem quando não entendem do que eu estou falando afinal.

Carpe Diem é o caralho, seus vermes. Enquanto vocês vêem diversão em tudo estamos mergulhando no abismo. Enquanto vocês enchem o cu de cerveja para esquecer quem são, estamos caminhando para o caos. Vocês cospem no próprio caráter enquanto a situação se torna irreversível. Vocês debocham da ética, exaltam a ignorância e glorificam a má-fé, vocês militam pela desgraça em troca de uma migalha de status. O que temos senão nossas próprias consciências? Vocês abriram mão da integridade, e agora estamos todos pagando o preço.

Estamos todos no mesmo barco, o que os outros fazem é problema nosso SIM. Até que comecem a chutar de vez todo esse egocentrismo compulsivo não moverão sequer um músculo a favor do que é justo. Todos deveriam morrer de vergonha por serem capazes de ignorar os problemas alheios.

Por esses e outros motivos eu defendo SIM as ações de justiça “com as próprias mãos”, desde que com muita responsabilidade. E como eu já escrevi antes na forma de letra:


CADA ATITUDE MISERÁVEL QUE VOCÊ TEM ME FAZ QUERER ESMAGAR SUA CABEÇA, MAS A MAIS CRUEL CONSEQUÊNCIA DO SEU COMPORTAMENTO É TIRAR A ESPERANÇA QUE AINDA ME RESTA.

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